Causas de Dores nas Pernas

Causas de Dores nas Pernas – O que Pode Ser Dores nas Pernas


Causas de Dores nas Pernas. Se você quer saber quais são os possíveis diagnósticos para Dores nas Pernas além dos pensamentos das varizes e do vascular, fique até o final do artigo que a Dra. Débora Macéa, fisioterapeuta especialista no Tratamento da Dor e que trabalha na Clínica Regenerati, vai falar mais sobre isso.

Possíveis Causas de Dores nas Pernas

Quando falamos de dores nas pernas, é muito comum associarmos com problema de varizes, mas na verdade nem sempre é isso. Então, sobre a visão da fisioterapia, as dores nas pernas são um pouquinho mais diferentes. E hoje vamos falar sobre as possíveis causas de dores nas pernas que acometem muito mais as mulheres do que os homens.

É lógico que tem os problemas vasculares, arteriais, que não são da competência do fisioterapeuta. Porém, também tem outros motivos que causam as dores nas pernas: um desses problemas é a biomecânica errada que gera sobrecarga nas nossas articulações e nos nossos músculos. E você diz assim, “mas o que é isso”?

A biomecânica envolve todos os nossos movimentos, ou seja, quando ficamos em pé, andamos, corremos, então é muito comum, por exemplo, as dores nas pernas em corredores de rua, porque provavelmente estão correndo de maneira errada. Ou pessoas que sentem dores depois de caminhar por muito tempo, de ficar muito tempo em pé. Isso é uma questão da biomecânica da pessoa, do movimento que ela está realizando.

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Outro fator que também causa dor é o edema ou o inchaço. E de onde ele vem? O inchaço não vem somente de varizes, ele também vem de fatores hormonais, de questões posturais – se você fica muito tempo sentada, em pé –, da sua alimentação – se come muito sal, muita fritura –, tudo isso causa inchaço nas pernas. E esse inchaço faz com que estruturas nervosas sejam comprimidas e você acaba sentindo dor.

Tem a questão também da dor miofascial. Você fala, mas o que é isso? A dor miofascial nada mais é do que essa sobrecarga que você tem sobre o músculo, que entra em tensão completa, ou seja, ele fica “contraturado”, tenso, e a partir dessa tensão, com presença de pontos-gatilho, a pessoa começa a sentir dor.

Outros fatores que podem causar dores nas pernas de uma maneira geral são artrose no joelho, no quadril, nos pés, ou seja, artrose generalizada; a trombose é um caso mais grave e até problemas na coluna. Então você se pergunta, mas como que problemas na coluna vão gerar dores nas pernas?

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É porque na nossa coluna tem a saída de raízes nervosas que inervam os músculos e as estruturas das pernas. Logo, se você tem uma hérnia, uma degeneração na coluna, uma compressão dos discos na coluna, pode irradiar para as suas pernas, por isso é importante fazer uma avaliação detalhada dessa sua dor.

Sinais de Alerta

Temos vários motivos que podem causar as dores nas pernas; quando que eu devo ficar preocupado com essa minha dor? Ou seja, os sinais de alerta.

Se você por acaso sente uma dor muito forte e repentina na perna, tem vermelhidão e inchaço, começa a sentir febre, falta de ar, pode ser um sinal de alerta e você deve procurar o Pronto-Socorro, porque muitas pessoas ficam preocupadas se a dor na perna delas é trombose, então, por isso tem que ficar atento em relação a esses sinais de alertas.

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E outro sinal de alerta também é se essa dor faz você mancar, pode ser uma doença arterial, um problema neurológico. Por exemplo, você está na sua casa, tranquila e de repente sente uma fisgada forte na perna e que te faz mancar, então procure o Pronto-Socorro.

Porém, se é uma dor cansada, você é sedentário, fica muito tempo parado, em pé, come mal, está com sobrepeso e vai ter algumas varizes, provavelmente você vai associar com as varizes, mas procure o especialista que vai te encaminhar e tratar corretamente.

Você procurou o vascular, ele constatou que o seu problema não são as varizes e te encaminha para o fisioterapeuta. Como esse profissional vai te avaliar? Primeiro, a avaliação vai ser a questão da anamnese.

O que é anamnese? É o questionário que a pessoa faz no início da sua avaliação. Então, perguntar as características da dor, como é o seu dia a dia, o que você faz, se é ativo, sedentário, se faz exercício – o exercício é muito importante para prevenir essas dores. E vai avaliar a dor, então o paciente vai relatar se é uma dor em peso, cansada, se sente um formigamento, se sente aquela dor em aperto. Então, dependendo da característica da dor, é possível ter uma ideia de qual é o diagnóstico para sua dor.

Na mesma avaliação, verificamos a mobilidade, ou seja, o quanto que a pessoa consegue mexer a perna – geralmente deitada –, falamos para ela mexer a perna, mexemos a perna, sentimos as articulações, fazemos apalpação para ver se tem a presença de pontos-gatilho, nódulos de tensão que muitas vezes você pede para sua filha apertar quando está com dor nas costas – minha mãe pede para apertar os nódulos quando está com dor nas costas. Esses são os pontos-gatilho, que são sinal de uma dor miofascial.

Vamos avaliar a força, ver quanto que a pessoa consegue mexer a perna, se tem força nos músculos. Então, temos que lembrar que toda a nossa perna, do quadril até os pés, é envolta por músculos, logo os músculos que nos sustentam em pé.

Fazemos a avaliação postural, ou seja, vamos avaliar os desvios que todo mundo fala que se sente muito mal depois da avaliação postural, porque ninguém é reto, deixamos claro, não é que estamos procurando uma postura perfeita, estamos procurando uma postura que não cause dor na pessoa.

Se você está com dor, a sua postura não está adequada para você, então vamos fazer essa avaliação postural e ver onde estão os desvios que podemos melhorar e intervir no tratamento.

A partir dessa avaliação, a maioria das dores das pernas é causada por um conjunto de fraqueza muscular, inchaço e dor miofascial. Alguns têm o componente de dor nas costas que também causa essa dor nas pernas.

Então, isso é um diagnóstico da fisioterapia, funcional, não é um diagnóstico de patologia. Juntamente com essa avaliação que o fisioterapeuta faz, vem o diagnóstico. É frequente os pacientes terem artrose no joelho, que é o tipo mais comum.

Tem também a presença de varizes, que não é na verdade a causadora principal da dor, e também a neuropatia diabética, uma doença mais comum do que imaginamos, que é quando a pessoa sente formigamento mais comumente nos pés e depois atinge as mãos. Dessa forma, nós temos essas três patologias, que são a artrose, as varizes e a neuropatia diabética.

Tratamento das Dores nas Pernas

Essas são as patologias que vão ser tratadas juntamente com o médico e o fisioterapeuta. Portanto, fizemos o diagnóstico, que é uma síndrome miofascial, falta de força, um inchaço, então vou falar um pouquinho da minha experiência de como eu trato esses pacientes.

A questão do edema não é somente fazer drenagem linfática ou aplicação das varizes, os ditos vasinhos. Quando tratamos o edema, significa que a nossa perna está fraca, porque os músculos estão interligados com os vasos.

Então, se os nossos músculos estão fracos, eles não conseguem ter força para bombear o sangue de volta para o nosso coração. Afinal, as varizes nada mais são do que vasos com sangue acumulado dentro deles, porque não conseguiram fazer esse retorno venoso para o coração. Logo, se a pessoa tem muitas varizes e muito inchaço, certamente os seus músculos estão fracos.

Por que eu estou falando isso? Porque os pacientes chegam para mim com dores nas pernas, causadas pelo edema, então, além de fazermos a drenagem – drenar todo esse edema –, também precisamos fortalecer os músculos e verificar se tem os pontos-gatilho, uma tensão muscular aumentada, e relaxar esses músculos para eles conseguirem trabalhar de maneira mais adequada.

Assim sendo, no foco da fisioterapia, que eu trabalho em conjunto tanto com o médico vascular quanto com o médico da dor, o tratamento é drenar esse edema, fortalecer os músculos responsáveis pelo retorno venoso, ganhar mobilidade articular, fazer com que a pessoa ganhe mais mobilidade nas pernas e também força.

E a partir disso, vamos corrigir o movimento dela no dia a dia, avaliar como ela anda, se o paciente corre, vamos dar orientações em relação a como se sentar, ficar em pé para não ficar muito tempo na mesma posição.

Portanto, o trabalho da fisioterapia é tanto a drenagem manual no caso do inchaço quanto o ganho de mobilidade, de força muscular, e a correção da biomecânica, ou seja, correção do movimento.

Demais Opções de Reabilitação

Nós temos outros métodos que complementam o trabalho de reabilitação que são o uso de palmilhas funcionais, feitas sob medida, e também de meia elástica se o cirurgião vascular ou o vascular recomendar.

Outra ferramenta que igualmente pode ajudar pacientes com dores crônicas, que também sentem dores nas pernas, é a estimulação magnética transcraniana, que modula o nosso cérebro.

E por que ela funciona? Porque pacientes com dores crônicas sofrem há anos com dor e, às vezes, não têm nem mais um componente de dor periférica, nada causando lesão, e o cérebro já está alterado por causa dessa dor crônica que a pessoa sente, que já vem acompanhada de insônia, de um monte de outros problemas.

Então, a estimulação magnética transcraniana não invasiva é uma boa ferramenta que oferecemos aqui na Clínica como uma opção para o tratamento da dor crônica associada com a fisioterapia e o acompanhamento dos demais profissionais, incluindo os médicos, a psicoterapia.

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Sobre o Autor:
Débora Duarte Macea

CREFITO-3: 105621-F

Fisioterapeuta e Pesquisadora na Disciplina de Telemedicina da FMUSP. Especialista em doenças neurológicas (Parkinson, AVC, Neuropatia e disturbios da marcha) e dor crônica (Dor miofacial e dor muscular).








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