Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) para Tratamento de Dor Crônica
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Liberação de Pontos-Gatilho. Se você quer saber o que é soltar os Nós dos Músculos ou o que é Liberação manual de Pontos-Gatilho, fique até o final deste artigo que a fisioterapeuta Carolina...

Liberação de Pontos-Gatilho. Se você quer saber o que é soltar os Nós dos Músculos ou o que é Liberação manual de Pontos-Gatilho, fique até o final deste artigo que a fisioterapeuta Carolina Favarin, especialista em Dor Crônica e Neurologia, irá falar mais sobre isso, qual é o processo de liberação miofascial, o que fazemos para tratar e para que é utilizada essa técnica fisioterapêutica.
Ponto-gatilho existe em alguma área, alguma parte da nossa musculatura – geralmente, ele é mais comum nas regiões cervical e escapular, glútea, e de panturrilha – e é acometido por meio de alterações biomecânicas que o paciente apresenta e gera essas tensões musculares.
Essas tensões musculares são formadas por erros na contração do músculo em que ocorre um processo inflamatório – acontece uma lesão em uma parte celular, uma descarga maior, uma distribuição maior de cálcio para aquela contração muscular.
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Isso fica sobrecarregado, gerando um acúmulo desse cálcio que acaba endurecendo as fibras musculares e impossibilitando a passagem do sangue de uma maneira mais correta, dificultando a oxigenação e a nutrição desse músculo.
O ponto-gatilho pode ser causado por várias coisas, sendo elas o sedentarismo, a sobrecarga, o excesso de atividades físicas incorretas – então, se você utilizar um peso errado ou fizer um movimento incorreto pode sobrecarregar sua musculatura e gerar a presença maior de pontos-gatilho.
Mas também, além dessas questões mais relacionadas à atividade física, o ponto-gatilho pode ter uma origem mais emocional. A nossa musculatura é revestida por uma fáscia e ela tem total relação com as nossas emoções.
Quando temos um estresse ou uma carga emocional aumentada, essa fáscia se contrai, impossibilitando que o músculo contraia e relaxe de uma maneira eficiente – e isso gera uma sobrecarga dessas fibras, originando mais ponto-gatilho.
Além disso, o ponto-gatilho pode ser causado por algumas lesões que podemos sofrer na realização de exercício físico ou alguma atividade de vida diária; por uma alteração postural ou por algum movimento incorreto e brusco que possamos estar fazendo.
Então, todo esse processo inflamatório e lesivo para o músculo vai gerar compensações musculares com a finalidade de proteger aquela região, gerando, então, um pouco mais de contração muscular.
Os pontos-gatilho vão ser tratados de algumas formas: pode ser por técnica de liberação miofascial ou instrumental, por meio de vibrações ou ventosaterapia, ou por meio do próprio exercício físico – pensando nas compensações e no equilíbrio muscular.
A técnica de liberação miofascial vai fazer uma digitopressão naquele ponto-gatilho, impedindo que haja um fluxo sanguíneo mais intenso daquela região e assim, por meio de um processo de isquemia, conseguimos espalhar mais sangue, mais oxigenação naquele músculo e naquele tecido lesionado; e dessa forma, melhoramos todo o processo inflamatório que foi gerado naquela região.
O tratamento vai depender dos hábitos que vamos mudar na vida diária desse paciente, do ritmo de exercícios e disciplina dele, das orientações que vamos passar e de qual fator estimula a presença do ponto-gatilho.
Então, se for um fator mais emocional, por exemplo, com a presença de fibromialgia nesses pacientes, ou se for um estresse que está gerando esse ponto-gatilho, ele depende de outros fatores para ter uma “cura”.
Mas pensando no contexto em que você realizou um movimento errado e corrigimos, tiramos essa causa primária que está gerando o ponto-gatilho, então, conseguimos sanar essas dores.
Ao mesmo tempo, existem vertentes que dizem que o ponto-gatilho “ressurge” – o nosso músculo tem uma memória que volta, que traz o ponto-gatilho de volta para aquele território muscular. Só que sabemos que existe diferença de um ponto-gatilho ativo para um latente.
O ponto-gatilho ativo é aquele que por uma digitopressão você acaba sentindo uma dor ou uma dor referida a algum lugar mesmo sem gerar nenhum estímulo tátil naquela região. Então, quando fazemos a liberação miofascial conseguimos transformar esse ponto-gatilho ativo em um ponto-gatilho latente, gerando o alívio dessas tensões. E mesmo que haja a presença desses nódulos musculares, você não tem a percepção de dor e de sintomas referentes a esse ponto-gatilho durante o seu dia a dia.
Após identificarmos esse ponto-gatilho e sabermos a causa de ativação dele, conseguimos agir no princípio do que está gerando essas dores musculares. Portanto, a partir do momento em que sabemos quais musculaturas estão estirada, tensionada, sobrecarregada e gerando todas essas alterações, conseguimos efetivamente intervir nessas compensações do paciente.
Assim, vamos prover para ele uma reabilitação pela liberação muscular, dando um sentido correto para essa musculatura contrair – ensinando-a o que é contrair, relaxar –, que ela não precisa sentir um estímulo nocivo referente às percepções que tem do ambiente. Logo, não vai sentir o tato, a vibração, o calor, o frio como dolorosos; ela vai alterar, na verdade, a compreensão desses estímulos perceptivos, sensoriais, de uma forma mais adequada.
E depois, vamos ensinar esse músculo a contrair de uma maneira correta e com maior qualidade, mudando os exercícios, aplicando exercícios adequados referentes à rotina e ao ambiente de cada paciente, e brincando com questões de potência muscular, com carga, número de repetições e a própria execução de cada movimento.
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