Eletroencefalograma em Recém-Nascidos

Eletroencefalograma em Recém-Nascidos e Lactantes (EEG)


Eletroencefalograma em Recém-Nascidos. É importante ficar claro que o Eletroencefalograma é extremamente seguro, não dá choque, não há necessidade de furar, de lesões; então, isso é uma coisa bem segura, vocês podem ficar bem tranquilos quanto a isso.

Eu sou o Dr. Marcelo Schmid, médico neurologista, neurofisiologista, especialista em Monitorização Neurofisiológica e Epilepsia, e trabalho na Clínica Regenerati e no Hospital Beneficência Portuguesa.

Eletroencefalograma em Recém-Nascidos e Lactantes

Hoje, vou falar sobre eletroencefalograma em bebês, para que serve, quais são as principais indicações e como é executado esse exame.

O que é um EEG?

O eletroencefalograma é um exame que capta atividade elétrica cerebral e que, de forma mais simples, comparamos com eletrocardiograma – um exame que a maioria conhece – em que colocamos os eletrodos no tórax e através deles captamos atividade do coração. E o eletroencefalograma, a mesma coisa: colocamos agora os eletrodos no couro cabeludo e conseguimos avaliar a atividade elétrica cerebral através desse método.

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O que Caracterizamos como Crise Epiléptica?

Crise epiléptica é uma atividade elétrica anormal do cérebro que provoca desde manifestações sutis, como um bebê que fica parado, olhando para o nada, como também pode provocar movimentos, abalos, como a famosa convulsão – conhecida como convulsão – que tem aquele aspecto de movimentos dos quatro membros, salivação, o olho fica desviado. Então, nós temos vários padrões de crises, vários tipos; logo, o eletroencefalograma nos ajuda dentro dessa investigação.

Como é Feito um EEG?

O eletroencefalograma é feito da seguinte forma: os eletrodos, como comentei, são colocados no couro cabeludo junto com uma pasta para facilitar a condução – são vários eletrodos, normalmente, colocamos 21, que é o básico, o padrão; às vezes, precisamos de mais. Esse eletrodo é conectado a um fio e esse fio a uma caixinha, que chamamos de jackbox, e essa caixinha no sistema, que é o eletro propriamente dito.

E esse sistema vai realizar a leitura da atividade elétrica cerebral que inicialmente um técnico vai fazer a aquisição do exame e depois, o médico especialista – o neurofisiologista, especialista em epilepsia – vai fazer a leitura do exame.
Então, é importante ficar claro que esse exame é extremamente seguro: ele não dá choque, não há necessidade de furar, de lesões, então isso é uma coisa bem segura, um exame seguro; vocês podem ficar bem tranquilos quanto a isso.

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Mas e em relação à sedação? A recomendação, na maioria das vezes, é que não sedemos; a sedação é em casos específicos.

O que os Pais Podem Fazer?

Então, qual a orientação para a família? Crianças menores de um ano de idade, orientamos que realizamos o exame após o bebê se alimentar.

De um a cinco anos, pedimos normalmente para os familiares, que acordem o bebê umas duas horas antes do que é o comum e não deixem, de forma alguma, essa criança, no deslocamento para a clínica, para o local onde ela vai fazer o exame, que durma, tire cochilinhos, porque isso pode atrapalhar o sono dela quando chegar para realizar o exame.
Acima de cinco anos, já pedimos que durmam metade do que estão acostumadas: se a criança dorme 8 horas, faça-a dormir umas 4 horas, porque é muito provável que no exame ela durma espontaneamente.

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Agora, casos em que a criança às vezes tem um problema, uma deficiência intelectual, é muito agitada, tem espectro autista, que sabemos que muitas vezes existe essa agitação, usamos fármacos – a menor dose possível.

O que utilizamos hoje, mais na prática, são remédios que não atrapalham a leitura, então a melatonina, o hidrato de cloral – que infelizmente é difícil encontrarmos atualmente no mercado – e o mais simples é a hidroxizina, que é um antialérgico, e acaba sendo o que temos mais fácil acesso no mercado para podermos realizar o exame.

Importante: não se deve ficar de jejum para realização desse exame. Falamos que não pode mais de 4 horas de jejum; isso pode atrapalhar o exame. A hipoglicemia, baixos níveis de glicose, pode provocar alterações no eletroencefalograma que não são reais. Então, não se deve fazê-lo em jejum de forma alguma, principalmente nas crianças.

Eletroencefalograma em Recém-Nascidos – O que Vai Mostrar o EEG?

Esse exame vai nos mostrar se existe uma atividade elétrica anormal, ou seja, investigação de epilepsia. Então, se há uma atividade elétrica anormal e alterações clínicas que falam a favor de epilepsia, chegamos no diagnóstico de epilepsia.

Muito cuidado: eletroencefalograma normal não significa que não existe epilepsia e eletroencefalograma alterado, anormal, também não obrigatoriamente significa epilepsia – o exame deve ser correlacionado com a clínica, com o quadro clínico do paciente.

Logo, é bem importante destacarmos que o exame seja feito de forma adequada; precisamos de uma gravação de no mínimo 20 minutos. A orientação é que até estendamos por um período maior, 30 – 40 minutos; no recém-nascido, a recomendação é que seja uma gravação de uma hora – é muito mais adequado.

Portanto, a recomendação é que seja de 20 minutos para cima. E sabemos que quanto maior o tempo da gravação, conseguimos ter maior chance da captação de atividades anormais.

E a questão de repetir o exame? É sim recomendado repetir o exame, principalmente quando esse primeiro resultado vem normal. Quando você o repete, aumenta a chance de encontrar alterações.

Então, o exame único muitas vezes não é adequado; claro que às vezes, com um exame você consegue fazer um diagnóstico, porém é caso a caso. Mas a recomendação normalmente é repetição de exame, não só para o diagnóstico, muitas vezes também para o acompanhamento.

É muito importante a realização do exame em uma clínica, em um local que exista equipe treinada, principalmente, na realização dele em crianças e bebês. O exame depende muito da técnica que está fazendo a aquisição do exame – ela precisa ter habilidade para colar o eletrodo e uma boa interação com a criança, saber executar de forma bem adequada as técnicas que chamamos de “métodos de ativação”.

O que seriam esses métodos de ativação? São métodos em que você vai irritar o cérebro para que as alterações apareçam. Então, isso entra: hiperventilação, exame de fotoestimulação; e todos esses métodos exigem técnicas específicas que têm que ser bem executadas e por uma pessoa treinada – não é só colocar luz, mandar respirar rápido.

Portanto, é extremamente importante você ir em uma clínica onde tem profissionais para fazer uma aquisição adequada do exame e tão importante quanto você ter um médico – neurofisiologista, especialista em epilepsia – que saiba fazer uma leitura e uma interpretação adequada; então isso é primordial.

Aqui na Clínica Regenerati, temos uma equipe extremamente qualificada, tanto equipe técnica quanto médica, para poder fazer o exame com qualidade e chegar no objetivo.

Assista ao vídeo e saiba mais informações:

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Sobre o Autor:
Marcelo Freitas Schmid

CRM: 165.433

Neurologista e Neurofisiologista do Ambulatorio de Epilepsia da UNIFESP e da Unidade de Pesquisa e Tratamento das Epilepsias UNIPETE - UNIFESP. Especialista em epilepsia, convulsão, sindrome epilépticas, cirurgias de epilepsia, epilepsia em adultos, crianças e monitorização cirúrgica.








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