Café e o Cérebro – Tudo Sobre o Café e o Cérebro
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Convulsão por definição é quando a pessoa tem abalos musculares em que ela começa a se debater ativamente, batendo contraturas musculares junto com a força do músculo. Tipicamente a pessoa...

Convulsão por definição é quando a pessoa tem abalos musculares em que ela começa a se debater ativamente, batendo contraturas musculares junto com a força do músculo. Tipicamente a pessoa permanece de olho aberto durante uma crise convulsiva, ela estica os braços e depois começa a se debater com movimentos repetitivos.
Numa crise convulsiva, a pessoa fica rígida e pode ocorrer concentração excessiva de saliva, ela pode ficar com o rosto com tonalidades roxas e após a crise convulsiva, provavelmente ocorrerá confusão além da pessoa poder se embaralhar na fala. Em algumas situações a pessoa urina em si mesma e por vezes até libera outros fluidos na roupa. Durante uma crise convulsiva, a pessoa pode se machucar caso ela esteja num local não preparado para isso, ou seja, se machucando na queda, pois numa crise convulsiva não há controle motor e a pessoa não entende o que está acontecendo com ela.
Para pessoas leigas é difícil diferenciar uma crise convulsiva de uma pseudocrise, nem toda crise é uma crise convulsiva, às vezes a pessoa se encontra psicologicamente alterada, o grande diferencial é que uma crise convulsiva dura tipicamente um minuto ou dois no máximo, é muito raro uma crise convulsiva ultrapassar dois minutos, mas o padrão é durar segundos (60 à 90 segundos).
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Já uma pseudo crise pode durar até cinco minutos, É por que não é uma crise verdadeira e faz movimentos repetitivos, a pessoa não se machuca, entretanto há alguns casos difíceis de diferenciar uma crise da outra. Quando isso acontece é necessário internar o paciente e monitorá-lo por meio do uso de um aparelho chamado eletroencefalograma, por até quatro dias, dessa forma, quando uma crise acontecer será possível diferenciar os tipos de crise.
A pseudo crise não é literalmente falsa, mas também não é uma crise epiléptica. A crise epiléptica é uma doença que provoca atividades anormais no cérebro, gerando uma atividade neurologicamente anormal e não é necessariamente uma crise convulsiva. Em uma convulsão, o paciente pode apresentar alteração do comportamento, ficando mais agressivo.
Outro exemplo é a epilepsia flexível, esta é a atividade elétrica que forma atividade neuronal com sintomas complexos e nem sempre convulsivos. A pessoa nem sempre se debate, ela pode se mexer freneticamente, contraindo o braço, ou também pode ver imagens alteradas, esses fatores, dependem de local onde a pessoa está e quais gatilhos ele aciona.
A crise convulsiva ou convulsão é aquela que apresenta o “debater” muscular associado à atividade epiléptica. Epilepsia é toda doença neurológica que apresenta atividade elétrica anormal e que gere algum sintoma neurológico ou disfunção. A pessoa não desmaia necessariamente, e nem toda diferença comportamental significa um desmaio.
Desmaio é quando a pessoa perde a consciência, se isso ocorrer ela pode cair no chão e fica desacordada. Mas um desmaio pode ser causado por inúmeras causas e a principal delas é a síncope, que caracteriza-se quando há quedas transitórias do fluxo de sangue com o cérebro.
É extremamente comum encontrar pessoas que não sabem ao certo a diferença entre síncopes, crises convulsivas e crises epilépticas. Isso se dá pois os desmaios podem ocorrer subitamente, ocasionados por fatores diversos, como: dor intensa, queda bruta de pressão, choques emocionais muito fortes, etc.
Fatores como estes podem ocasionar uma queda tão grande no fluxo de sangue do cérebro, que é dada uma “ordem” para que o corpo se deite (através do desmaio), podendo facilitar o bombeamento de sangue para o cérebro, visto que a cabeça e o coração estarão no mesmo nível. Assim que o fluxo de sangue no cérebro se normalizar, a pessoa vai ir recobrando os sentidos e vai despertar.
É diferente de quando o desmaio é associado à palidez, a pele da pessoa fica gelada, ocorre transpiração, náuseas, enjoo, moleza no corpo. Neste caso, quando a pessoa recupera sua consciência após o desmaio, ela consegue entender sem dificuldades o que aconteceu, e consegue se lembrar de tudo sem confusão.
Já nas crises convulsivas, a pessoa acorda muito confusa, com a fala embolada, não compreende o que aconteceu, sente dores no corpo (pois os músculos fizeram muito esforço durante as contrações que ocorrem na convulsão). A pessoa que sofre desmaios não tem esse mesmo sintoma, além da recuperação ser muito mais rápida do que a recuperação das crises convulsivas.
O paciente que tem crises convulsivas pode chegar a ficar roxa ou vermelha, pois a respiração é afetada. Diferente da pessoa que desmaia, pois ela geralmente fica pálida e com uma sensação de moleza. Além disso, os gatilhos que fazem uma pessoa ter crises convulsivas ou desmaios são completamente diferentes. O desmaio é gradual, já nas crises a pessoa não percebe o que está acontecendo e nem mesmo tem controle de si mesma, e por isso requer tratamento totalmente diferenciados.
Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26115824