Dor – Saiba Quando Buscar Ajuda Médica ao Sentir Dor
Dor pode ser traduzida como uma queixa ou o relato de alguém que não tem como provar visivelmente o que está sentindo, com exceção dos casos com manifestações para extrapolar sua intensidade, em que acaba gritando, se debatendo, pedindo socorro ou surgem em associação inchaço, vermelhidão ou palidez cutânea.
Mas ela está ali, servindo como um mecanismo de defesa e, a depender de sua intensidade e frequência, impactando a rotina de quem a sente. Por isso, neste artigo, vamos explicar melhor tudo o que você precisa Saber sobre Dor e Quando Buscar Ajuda Médica.
Quando Buscar Ajuda Médica ao Sentir Dor?
Seja de leve a intensa, oscilando, com duração curta ou prolongada, persistente, com sensação de ardência, queimação, picada, formigamento, pontada, choque ou latejante, a dor é uma experiência única na vida de qualquer pessoa, sendo somente identificada por meio de relatos e alguns exames específicos, a depender das suspeitas médicas.
O que é Dor?
Definimos como dor a experiência sensorial e emocional que, em algum momento, todos vamos passar, tendo características únicas, mesmo que as queixas sejam semelhantes com as de outra pessoa.
Esse é um dos sinais de que algo está acontecendo no corpo, que tem algumas maneiras de demonstrar, alertando sobre alterações importantes no organismo, sinalizando que deve buscar ajuda para que as medidas necessárias sejam tomadas o quanto antes.
Mas ao persistir, durando mais de três meses, que é o período estimado para o tempo de cura de um tecido danificado, podemos estar diante de um quadro de dor crônica, surgindo, normalmente, sem causa aparente, tendendo a comprometer humor, relacionamento, movimento e aspectos do cotidiano da pessoa.
Principais Padrões de Dor
A depender da duração e frequência com que manifesta-se, é classificada em um dos três padrões que destacam-se, sendo uma dor:
- Aguda: com início repentino e término após tratamento ou cura da causa, tem característica intensa, indicando que há algo de errado no corpo, como doença, lesão, abuso ou estresse, a exemplo de distensão muscular, fratura óssea, infecção, parto, procedimento cirúrgico ou odontológico, ou queimadura;
- Episódica: é a dor que acontece periodicamente, às vezes, em intervalos irregulares, surgindo de forma repentina ou em decorrência de determinados fatores conhecidos, logo, tende a estar associada com doenças de longo prazo, a exemplo de anemia falciforme e enxaqueca crônica;
- Crônica: é a dor que acaba persistindo por três meses ou mais do tempo esperado para uma cicatrização, também sendo conhecida por não apresentar relação com causa aparente.
Tipos
Com isso em mente, igualmente é válido saber que a dor é classificada com base em sua causa, tais como :
- Neuropática: acontece por causa de danos nos nervos após doença ou lesão, gerando sensação de dor neuropática (choque elétrico, formigamento, pontada ou queimação), como Herpes-Zóster ou neuropatia diabética;
- Nociceptiva: caracterizada por ser aguda, lancinante ou latejante, a depender da causa, que pode ser uma inflamação e/ou lesão tecidual;
- Nociplástica: ocorre por alterações no modo como o sistema nervoso processa a dor, podendo ter relação com fibromialgia, por exemplo.
Possíveis Causas da Dor
Apesar de ainda não temos conhecimento exato sobre as causas da dor e o porquê proporciona experiências únicas às pessoas, estudos apontam que alterações biológicas, psicológicas, sociais e experiências individuais acabam contribuindo para as particularidades na dor.
Portanto, as causas podem variar entre déficits nutricionais, doenças crônicas, inflamatórias, neurológicas e reumatológicas, esforço físico, fatores emocionais, infecções virais, lesões agudas, questões posturais e sedentarismo, por exemplo.
Doenças Associadas à Dor
Além das possíveis causas, também é importante se atentar às doenças associadas à dor, especialmente se for crônica e intensa, em que destacam-se artrite reumatoide, câncer, cefaleias e enxaqueca, dor do membro fantasma ou lombar crônica, fibromialgia, hérnia de disco, Herpes-Zóster e dor pós-herpética, neuralgia do trigêmeo, neuropatia diabética e síndromes miofasciais, por exemplo.
Diagnóstico
Por se tratar de uma experiência única e que não necessariamente manifesta-se juntamente com demais sintomas visíveis, o diagnóstico da dor depende dos relatos do paciente, que precisa explicar detalhadamente suas características, contando com o suporte do médico especialista em Dor para que as questões necessárias sejam abordadas, como intensidade, frequência, impacto na rotina, histórico de dor e demais queixas médicas, por exemplo.
Em seguida, realiza exames clínicos e físicos, e até pode, em alguns casos, solicitar avaliação psicológica e exames complementares (laboratoriais e de imagem) para confirmar o diagnóstico ou descartar outras condições em que a dor tende a estar presente, seja como causa ou em associação.
Entre os exames que tendem a ser solicitados estão, principalmente, ultrassom, tomografia, ressonância, termografia, ENMG (eletroneuromiografia) e polissonografia domiciliar.
Tratamento
Em relação ao tratamento da dor, o objetivo é melhorar a qualidade e funcionalidade do paciente de forma integral, permitindo que realize suas atividades com uma redução do quadro, mas isso depende, normalmente, do tipo, da duração e disponibilidade para ser submetido a determinadas abordagens.
E diante dos diversos fatores que interferem em suas características, preferencialmente recomendamos a abordagem multidisciplinar, como a que é oferecida pela Clínica Regenerati, em que a equipe especialista em Dor monta um plano individualizado para controlá-la em cada paciente.
Aqui, você encontra profissionais especialistas em cefaleia e enxaqueca crônica, fibromialgia e dores crônicas, miofasciais, neuropáticas, oncológicas e de lesão medular, por exemplo, aptos a recomendar as mudanças no estilo de vida e os melhores procedimentos, abordagens ou medicamentos para cada caso.
Principais Medicamentos para Dor
No caso da dor, os medicamentos são uma opção para tratamento de diversos tipos, especialmente, as que possuem características agudas e crônicas. E diante de uma análise da classificação e percepção da dor, o médico especialista em Dor pode recomendar o uso de:
- Agentes transdérmicos;
- Anticonvulsivantes;
- Antidepressivos;
- Anti-inflamatórios;
- Canabinoides;
- Opioides;
- Relaxantes musculares;
- Terapias de infusão;
- Toxina botulínica.
Medidas Preventivas
Apesar de ser caracterizada pela sua complexidade, a dor conta com medidas preventivas gerais, tais como:
- Adotar ou investir em práticas e posturas adequadas em casa, no trabalho e ao dormir;
- Atentar-se à temperatura corporal, especialmente para evitar dores articulares e musculares;
- Cuidar da saúde mental, como priorizar atitudes para gerenciar estresse e ansiedade, por exemplo;
- Praticar atividades físicas regularmente;
- Priorizar hábitos saudáveis, hidratando, fugindo de excessos e mantendo uma alimentação saudável;
- Realizar pausas para deixar o corpo ativo ou em repouso, ou seja, fazer intervalos em estado oposto ao que passa a maior parte do tempo.
No entanto, essas medidas podem sofrer alterações e/ou acréscimos a depender se a pessoa apresenta fontes de risco ou quadros de dores persistentes, por isso, somente profissionais especialistas em Dor conseguem recomendar os melhores cuidados individualmente.
Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) para Dor
A estimulação magnética transcraniana é um tipo de neuromodulação não invasiva e segura eficaz para o tratamento da dor, especialmente se for crônica e em casos refratários às demais abordagens, atuando no controle da dor, desde que o protocolo seja devidamente seguido.
A EMT para tratamento da dor, especialmente crônica, é uma opção eficaz por causa dos sistemas de dor, que tratam-se de circuitos neurais responsáveis pela sua sensação, percepção e resposta do corpo, que acabam sofrendo influências excitatórias ou inibitórias localizadas por meio dos campos magnéticos, a depender de cada finalidade.
Apesar de não ter aprovação pelo FDA, órgão regulador norte-americano responsável por liberar o uso terapêutico, sua eficácia é observada, assim como sua tolerabilidade e o baixo risco de efeitos colaterais.
Logo, ao receber a indicação para realizar o tratamento da dor com EMT, geralmente, são realizadas sessões diárias, por cerca de 30 minutos ao longo de quatro a seis semanas, a depender da disponibilidade do paciente e do combinado com a clínica de sua confiança.
No entanto, normalmente, em uma sessão típica para controle de dor, primeiramente, é feita a localização de pontos cranianos e marcação na touca para futuras sessões, que dependem do cronograma montado com a equipe multidisciplinar e das demais abordagens adotadas, o que interfere nos resultados a serem apresentados, uma vez que sabemos que há maior eficácia quando feitas para potencializar demais procedimentos.
A partir da localização, uma bobina é posicionada no couro cabeludo do paciente, gerando campos magnéticos responsáveis por induzir ou excitar as correntes elétricas na região, estimulando ou inibindo a área desejada para cada caso, respectivamente.
Papel do Neurologista na Dor
Especialmente diante de uma suspeita ou confirmação de dor crônica e neuropática, o papel do médico especialista em Neurologia com foco em Dor inclui verificar o diagnóstico, controlar a sensação e tratar as possíveis condições associadas no sistema nervoso central e periférico.
Logo, destaca-se por ser o responsável por atender casos de cefaleia; dor pós-AVC; fibromialgia e neuralgias, recomendando medicamentos, bloqueio de nervos e abordagens multidisciplinares para maior eficácia dos resultados.
Sendo assim, você deve procurar o médico especialista em Neurologia com foco em Dor quando identificar cefaleias frequentes, súbitas ou incapacitantes, sensações de choque, dormência, formigamento, queimação e dores, sejam elas crônicas, refratárias a medicamentos e associadas ao desequilíbrio, às dificuldades motoras ou à perda de força, por exemplo.
Resultados Esperados / Prognóstico
Independentemente do tipo de tratamento escolhido, os resultados esperados quando se busca o suporte de uma equipe multidisciplinar com foco em Dor envolvem ter controle do quadro de dor, que pode tanto ser a causa ou o sintoma de uma condição associada.
No caso da neuromodulação do tipo EMT, os resultados esperados incluem uma redução aproximada de 50% no nível de dor em ao menos 50% dos pacientes, com estimativa de durar cerca de seis meses a um ano.
Mas tudo depende de algumas variáveis. Por exemplo, há evidência científica de que a eficácia do tratamento tem relação com o número e a frequência de sessões, logo, ao serem realizadas diariamente, maiores são as chances de sua eficácia.
Abordagens Multidisciplinares
Devido ao fato de a dor demandar uma abordagem multidisciplinar, os departamentos que estão, normalmente, envolvidos para esse tipo de gerenciamento envolvem os que são atendidos por médicos especialistas em Dor, Neurocirurgia, Reumatologia, Fisiatria, além de profissionais de Fisioterapia, Psicologia e Terapia Ocupacional, e Odontologia, Nutrição e Urologia, se for o caso de quadros associados.
Diante da complexidade e diversidade envolvendo a dor, é importante priorizar o atendimento em uma clínica multidisciplinar, especialmente focada em Neurologia, como é o caso da Clínica Regenerati, que conta com um corpo clínico eficiente, capaz de oferecer os melhores serviços e procedimentos, de forma personalizada, para você! Então, agende uma consulta com um de nossos especialistas em Medicina da Dor ou da área que mais precisar, priorizando seu bem-estar e sua qualidade de vida!
