Dor na Terceira Idade

Dor no Idoso – Causas de Dor em Idosos

Se você quer saber sobre Dor na Terceira Idade, fique até o final do artigo, porque o Dr. Willian Rezende, fundador da Clínica Regenerati e que no seu canal do YouTube fala sobre Dor, Sono, Parkinson, Emoções e Neurologia Geral, vai abordar sobre isso.

Dor na Terceira Idade

A dor crônica é um problema comum entre idosos, mas não deve ser encarada como uma parte inevitável do envelhecimento, porque, apesar de ser comum, não é normal.

Neste conteúdo, vamos explicar as causas mais comuns de dor, os desafios no tratamento, como identificar a dor em um ente querido e as principais dicas práticas para o alívio da dor.

Causas Comuns de Dor na Terceira Idade

Quais são as principais causas de dor na terceira idade?

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01. Doenças Osteomusculares

Artrose, artrite e outras condições que afetam os ossos e as articulações são causas frequentes de dor em idosos. A artrose, por exemplo, causa desgaste da cartilagem, levando a dor, rigidez e limitação do movimento.

02. Doenças Neurológicas

Neuropatias, como neuropatia diabética, podem causar a dor neuropática, que se manifesta como formigamento, queimação, choque, ou a dor pós-herpética, que ocorre após um episódio de Herpes-Zóster, também é muito comum.

03. Doenças Musculares

A fibromialgia e a síndrome dolorosa miofascial são condições que causam dor generalizada e sensibilidade, e são mais prevalentes em mulheres e idosos.

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04. Doenças Oncológicas

O câncer por si só pode causar dor, dele crescendo dentro do osso, por exemplo, ou em outro órgão, até mesmo os próprios tratamentos também causam dor, como a quimioterapia tende a desencadear uma dor neuropática.

05. Outras Causas

Temos outras diversas causas de dor no idoso que temos que ficar muito atentos, como exemplo, doenças cardiovasculares podem causar angina, que é a dor no peito quando a pessoa se esforça um pouco mais, então, tem que fazer um diagnóstico diferencial de dor no peito; pode ter também refluxo, costocondrite, pode ter uma gama de coisas que dá dor no peito.

Infecções como cistite, porque são muito comuns as infecções urinárias no idoso que podem gerar dor pélvica, problemas gastrointestinais, como, por exemplo, ter a constipação que pode causar dor abdominal também e até mesmo uso de certos medicamentos como os corticoides, que podem levar a osteoporose e a osteoporose levar a fraturas e microfraturas, e essas serem dolorosas.

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Desafios no Tratamento da Dor em Idosos

Tudo isso pode contribuir para a dor no idoso. Então, a dor no idoso tem que ter uma avaliação muito completa do caso, porque é um desafio que começa no próprio diagnóstico da dor no idoso.

O diagnóstico é um desafio e identificar a causa exata da dor pode ser realmente desafiador, pois o idoso frequentemente apresenta múltiplas condições de saúde.

Além disso, a dor pode se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Por exemplo, uma dor com característica de dor neuropática periférica pode ser, na verdade, uma dor neuropática central associada à Doença de Parkinson, ninguém pensou nisso ou nem vai pensar.

Pode ter outro desafio também, além do diagnóstico, que é a interação medicamentosa. Idosos, geralmente, utilizam múltiplos medicamentos, o que aumenta o risco das interações medicamentosas e dos efeitos colaterais indesejados.

Por exemplo, um idoso com artrose toma anti-inflamatório não-esteroidal e pode apresentar problemas gastrointestinais se também estiver usando anticoagulante e acabar tendo sangramentos.

Igualmente tem as questões das comorbidades. A presença de outra doença crônica, como o diabetes, a hipertensão, as doenças cardíacas, pode complicar o tratamento da dor e exigir abordagens individualizadas.

Por exemplo, um paciente com diabetes e dor neuropática diabética pode precisar de um tratamento específico para dor neuropática, além de um controle glicêmico muito mais rigoroso.

Às vezes, o paciente chega em mim, eu vou tratar a dor neuropática dele e já tenho que incentivar ou mesmo modificar os medicamentos do diabetes, e forço a ter um tratamento glicêmico muito melhor porque não adianta. Se faço o tratamento da dor neuropática e a glicose está subindo e descendo, ainda continua causando dor neuropática, porque está lesionando novos nervos o tempo todo. Então, a questão da comorbidade é outro desafio no tratamento da dor no idoso

E tem também temor dos idosos em relação aos tratamentos. Por exemplo, é muito comum o idoso ter medo da dependência de opioide, às vezes, ele fica com tanto temor no uso de analgésicos opioides devido ao risco de uma possível dependência, que acaba levando a uma subutilização desses medicamentos em caso de dor intensa.

Quando é uma dor muito intensa, como uma dor oncológica ou alguma dor que está sendo refratária, pode, sim, utilizar medicamentos mais fortes como os opioides e, às vezes, o idoso tem muito medo disso e acaba levando a uma subutilização e não tendo manejo adequado do tratamento da dor.

Como Identificar a Dor em um Ente Querido

Primeiramente, observar mudanças de comportamento, então, observe se o idoso está mais quieto, isolado, irritado ou depressivo, se tem dificuldade em realizar as atividades rotineiras. Note se está com dificuldade para se vestir, tomar um banho, caminhar ou realizar outras atividades diárias que realizava normalmente, sem dificuldades, e a queixa de dor propriamente.

Pergunte diretamente se está sentindo dor e como se manifesta. Às vezes, ele não fala, você tem que indagar diretamente, perguntar se está sentindo dor, porque, às vezes, o próprio idoso considera que é normal ter dor. Ele já tem um preconceito e acha que é normal ter dor porque é idoso. É super importante perguntar diretamente ao idoso se sente dor.

O que Fazer e o que Não Fazer

O que fazer? Primeiramente, incentivar o idoso a procurar um médico para avaliação e tratamento da dor. Buscar especialmente algum especialista em Dor, manter uma rotina de exercícios físicos adequados à condição daquele idoso.

Logo, você deve incentivá-lo a manter a atividade física, porque isso ajuda no combate da dor, incentivar atividades prazerosas e sociais, porque tudo que dá prazer alivia também a dor e oferece apoio emocional e auxílio nas atividades diárias, e fundamentalmente faz com que busque tratamento da dor, que não ignore a dor e conviva com ela.

O que não fazer? Não ignorar as queixas de dor do idoso, às vezes, ele queixa e todo mundo fala, “ah, idoso tem dor mesmo”. Não automedicar o idoso, porque não necessariamente vai acertar nessa automedicação e pode, às vezes, dar outros problemas maiores ou interação medicamentosa.

Não forçar atividades que causem dor, por exemplo, ele não está tolerando andar por uma dor de artrose, então, se colocá-o para ficar andando vai piorar a dor. Não minimizar a importância da dor para aquele idoso. Não menospreze a dor dele. A dor não deve ser ignorada ou aceita como parte normal do envelhecimento.

Conclusão

Com o diagnóstico correto, tratamento individualizado, apoio familiar, é possível controlar a dor e melhorar a qualidade de vida dos idosos.

Se você ou um ente querido seu está sofrendo com dor, procure ajuda médica do seu médico de confiança, de preferência algum médico especialista em Dor.

Se gostou do conteúdo, escreva nos comentários o que acha da Dor em Idoso, a Dor na Terceira Idade, conte a sua história ou a de algum ente querido. E compartilhe, pois conhecimento, quanto mais compartilhado, melhor para todos.

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