Câncer e Dor

Câncer e Dor – Como Aliviar a Dor do Câncer


Se você quer saber mais sobre a relação entre Câncer e Dor, que é uma terrível relação, e aprender mais como aliviar essas dores, fique até o final deste artigo que o Dr. Victor Rossetto, neurocirurgião; especialista em Neurocirurgia Funcional, que é o tratamento da dor, do distúrbio do movimento e da epilepsia; e médico da Clínica Regenerati e também médico assistente do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo, vai falar mais sobre isso.

Câncer e Dor

É Normal Ter Dor no Paciente com Câncer?

Um pensamento que se tem é: “ah, é normal do câncer ter dor”, então o paciente nem leva para o médico essa queixa, é muito comum mesmo.

Quanto mais avançado o estágio da doença, mais dor se encontra: nos estágios menos avançados, 60%; nos mais avançados, 80% dos pacientes com câncer têm dor.

É frequente, mas não é o normal, o aceitado, temos tratamento para isso. Portanto, esse já é um pensamento que deve ser desmistificado que é: “vamos aceitar dor, câncer tem dor mesmo, vamos deixar”.

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Esse teste auxilia a determinar se uma dor é neuropática ou não.

Toda Dor é Causada pelo Câncer?

Outro pensamento que existe mais na comunidade médica, mas também na população, é que há uma dor do câncer, específica, “ah, é a dor do câncer”. Não existe uma dor, um remédio, uma cirurgia próprios para a dor do câncer.
Existe um paciente oncológico, que tem câncer, dor. Nem toda a dor vem do câncer. Ter câncer não protege contra enxaqueca – o paciente pode ter câncer e ter uma enxaqueca; contra fibromialgia. Os tratamentos podem resultar em dor.

Outras complicações, como cair a imunidade e ter uma Herpes-Zóster também resultam em dor; então, nem toda dor é do câncer. Logo, é importante diferenciar isso para pensar no tratamento.

Importância de Reconhecer o Tipo de Dor

Sabendo que nem toda dor é igual, nem todo mundo com câncer tem o mesmo tipo de dor, vamos dar o tratamento que é um remédio que foi criado para dor de câncer? Não existe isso.

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Sabendo disso, nós temos que diferenciar os tipos de dor e sempre caímos na diferenciação dos tipos clássicos de dor: neuropática, nociceptiva e nociplástica, as classificações da associação internacional de dor, a IASP.

Por quê? Dependendo do tipo de dor, vai se usar um remédio específico para o tipo de dor. Não é porque essa dor vem de um paciente oncológico que vai ser levada de outro modo; ela vai ser tratada do mesmo tipo – tipo de dor tem tratamento específico.

Então, é uma coisa comum o paciente ter dor quando tem uma doença oncológica, porém existe tratamento. E com o tratamento medicamentoso se resolve 90% dos casos; 10% vão se encaixar nos casos refratários.

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Quais São as Alternativas Disponíveis Atualmente para Controlar a Dor Oncológica?

E podemos ir avançando: existe o tratamento com radioterapia antiálgica para tratar uma dor óssea, podemos fazer uma quimioterapia para um paciente que está com uma dor de cabeça por um edema cerebral, um bloqueador de proliferação vascular.

Com isso, podemos avançar até para os procedimentos cirúrgicos de tratamento da dor, como os bloqueios de nervos, as desconexões de nervos e procedimentos mais avançados.

Então, é uma escada de procedimentos que vai avançando do mais simples, que é o medicamentoso, até chegarmos aos mais invasivos para se desconectar a conexão de dor.

Cirurgia para Dor Oncológica

Quando o paciente atinge a necessidade de uma cirurgia para essa dor oncológica, nós vamos levar em conta a expectativa de vida: é um paciente com baixa expectativa de vida? Então, podemos fazer um procedimento mais simples, uma desconexão de um nervo, com uma cirurgia que chama cordotomia ou uma rizotomia, que é uma lesão nervosa para parar o sinal de dor.

Por que deixamos esses casos para os pacientes de menor perspectiva de vida? Porque uma lesão nervosa vai resultar em dor, com o tempo que fazemos uma lesão, não vai dar tempo de ele progredir para uma dor de nervo porque tem uma vida mais curta.

Agora, se é um paciente de sobrevida mais alta, maior perspectiva de vida, pensamos nos procedimentos modulatórios, que são esses em bombas de morfina ou implante de eletrodo, para tratar a dor de um jeito que modulamos a dor e não fazemos uma lesão no nervo.

Então, a mensagem que eu quero passar é: o paciente com dor oncológica tem tratamento. Pode ir avançando, não precisa ficar sofrendo, levando uma coisa como natural. Existem várias modalidades de tratamento para dor oncológica e o objetivo aqui é dar o máximo de conforto.

Assista ao vídeo e saiba mais:

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Mais Informações sobre este assunto na Internet:

Sobre o Autor:
Victor Rossetto Barboza

CRM: 136.078
RQE:61.813-1

Neurocirurgião do Grupo de dor do HC-FMUSP e Leforte. Especialista em cirurgia da dor, cirurgia do Parkinson, cirurgia Epilepsia e dor Oncológica.









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