Probióticos e doença de Parkinson

Probióticos e doença de Parkinson

Probióticos e doença de Parkinson. Já é de conhecimento da comunidade científica que os pacientes parkinsonianos tem uma microbiota alterada ou seja tem uma flora bacteriana intestinal diferente da maioria das pessoas não parkinsonianas.

Um estudo resolveu estudar quais são os efeitos dos probióticos nos pacientes parkinsonianos. Esse estudo é de muito peso científico porque ele comparou parkinsonianos que receberam placebo com parkinsonianos que receberam probiótico ativo.

Probióticos e doença de Parkinson

E os achados foram: Primeiro achado, o grupo que recebeu os probióticos teve uma melhora da função intestinal, ou seja ficaram menos constipados. E é de conhecimento geral que os pacientes parkinsonianos tipicamente são constipados. E a melhora da constipação por si só já é relacionada a uma série de benefícios.

Segundo achado, o grupo que recebeu probióticos teve um tempo menor para ter o início do efeito da levodopa. Isso significa que, por exemplo, o grupo placebo toma a levodopa e após 30 minutos começa a sentir o efeito do medicamento e o grupo ativo do probiótico toma a levodopa e em cerca de 15 minutos já percebe os benefícios do medicamento. Obviamente os números não são esses, mas isso serve para ilustrar como é essa redução do tempo para o início do efeito da levodopa. Então os probióticos de alguma maneira estão ajudando a melhorar a absorção da levodopa no intestino.

Check list de sintomas de doença de Parkinson
Um questionário com lista de sintomas que podem estar associados ao Parkinson

Terceiro achado, os pacientes parkinsonianos que utilizaram a levodopa tiveram melhora dos sintomas não motores da doença de Parkinson, como depressão, ansiedade, sono, parestesias (sensações anormais pelo corpo), controle urinário. Diversos sintomas parkinsonianos que não são exclusivamente a rigidez, tremores e lentidão, tiveram algum grau de melhora e isso refletiu na melhora global da qualidade de vida do paciente.

O tipo do probiótico, a quantidade cepas, a dose, a frequência devem ser discutidas diretamente com o médico assistente e até mesmo se tem indicação ou não para o uso do mesmo. O importante é que esse estudo vem a somar a coleção de evidências de benefícios do uso de probióticos no paciente parkinsoniano, mas não significa que essa será uma indicação indistinta para todos os pacientes.

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Referências: