Intestino Preso no Idoso

Idoso – Intestino Preso no Idoso e Outras Doenças Gastrointestinais


Intestino Preso no Idoso. Se você quer saber quais são os principais sintomas Gastrointestinais do Idoso, sinais de alarme, o que tem que ficar atento das principais doenças gastrointestinais do idoso, fique até o final deste artigo que a Dra. Mara Graziele, que é médica formada pela Universidade Federal de Sergipe, Clínica e Geriatra pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, do Estado de São Paulo, trabalha como geriatra na área hospitalar e também em consultas pela Clínica Regenerati e visitas domiciliares, vai explicar sobre esse tema.

Doenças Gastrointestinais e Intestino Preso no Idoso

Hoje, nós vamos abordar um pouco sobre um tópico muito importante dentro das patologias que acometem mais o idoso, que são as doenças gastrointestinais.

Existem algumas mudanças no trato gastrointestinal que inevitavelmente vão ocorrer com o envelhecimento. E devido a isso, com o avançar da idade, algumas doenças gastrointestinais que são ditas benignas no adulto jovem, como a gastrite, a doença do refluxo gastroesofágico, podem ter características particulares no idoso.

Muitas vezes, isso está relacionado à polifarmácia, ao uso de vários medicamentos e a outras comorbidades. O uso de várias medicações no dia a dia pode impactar muito no aumento das queixas, como boca seca, constipação e queimação no estômago – a gastrite é uma queixa muito comum dos pacientes em consultório e até mesmo intra-hospitalares.

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O estômago sadio não é afetado pelo envelhecimento, sua função motora é sim preservada, mas pode acontecer uma diminuição, um retardo no processo do esvaziamento gástrico, pode haver também uma redução do fluxo sanguíneo e ainda uma redução da produção do bicarbonato, que é responsável por alcalinizar o meio, que é o estômago, que já é naturalmente um pouco ácido. E essas reduções podem acentuar as queixas gástricas, como a queimação no estômago.

Gastrite Crônica

A gastrite crônica, que é a que mais acomete o idoso, não necessariamente pode estar relacionada com a presença de uma bactéria, a famosa H. pylori, por isso a importância de termos uma avaliação médica geriátrica.

Tanto para rever as medicações, para ver se a queixa da queimação do estômago, da boca seca, não está relacionada ao excesso de medicações, quanto para avaliar a necessidade de uma investigação mais a fundo, através do exame de endoscopia digestiva.

O exame tanto vai visualizar a presença de lesões na parede estomacal quanto podemos coletar material para fazer análise para ver se existe ou não a presença dessa bactéria.

Tratamento da Gastrite

E como é que tratamos a gastrite? Então, após revermos o uso das medicações, temos os famosos “oles”, os inibidores de bomba de próton, que, na verdade, vão revestir a camada do estômago, fazendo um biofilme de proteção.

E se houver ou não, através de um exame, a presença da H. pylori, vamos tratar. Geralmente, o tratamento é com antibióticos e associamos dois ou três: normalmente, a claritromicina, a amoxicilina e o metronidazol, juntamente com o inibidor de bomba de próton.

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Doença do Refluxo Gastroesofágico

Dando continuidade às queixas mais comuns de doenças gastrointestinais, nós temos a doença do refluxo gastroesofágico. “Dra., tenho refluxo, a comida vai e volta, eu não posso me deitar logo após as refeições que vem aquela queimação, a regurgitação do alimento”.

E o que é isso? A doença do refluxo gastroesofágico é uma infecção crônica e ocorre justamente para a comida voltar do estômago. Acontece o fluxo retrógrado: parte do conteúdo ‘gastro’ do adrenal para o esôfago.

Então, quando a pessoa come, a comida passa pela garganta para o estômago através do esôfago. Quando a comida está no estômago, existe um anel de fibras musculares que impede que o alimento se mova para trás, em direção ao esôfago.

Essas fibras são chamadas de esfíncter esofágico inferior; se esse esfíncter não fecha bem, tudo que a pessoa comeu e bebeu, e até mesmo um pouco de suco gástrico, do conteúdo gástrico, na digestão, pode vazar para o esôfago. Logo, acontece esse refluxo, a comida volta do estômago para boca e, às vezes, tem aquela sensação de queimação.

E o que é que isso causa, qual é o problema desse refluxo? Isso, com o passar dos anos, pode causar lesões teciduais na região esofágica e essas lesões, vemos também através do exame de endoscopia.

Então, as queixas que escutamos: a regurgitação, a sensação de queimação, azia, são os sintomas mais comuns que os pacientes se referem. Às vezes, tosse seca, “ai Dra., eu tenho aquela tossezinha que incomoda”, rouquidão, dor na garganta, náuseas, principalmente, após as refeições, até sinusite e otite também, que são inflamação dos seios da face.

E o mais comum também que o paciente se refere é a sensação de bolo na garganta, “ai Dra., eu tenho uma sensação como se o alimento ficasse preso na minha garganta”. O que é isso? Pode ser a doença do refluxo gastroesofágico.

Alguns pacientes referem-se ainda, “ai Dra., eu tenho a sensação de que o alimento fica preso na garganta; piora se eu tento me curvar, me inclinar para frente ou se fico deitado também”. Esses sintomas, às vezes, melhoram com a própria presença de antiácidos que a pessoa, por conta, faz uso.

Tratamento do Refluxo Gastroesofágico

Para o tratamento da doença do refluxo, temos medidas que chamamos de não farmacológicas. Temos as farmacológicas, medicamentosas, e não farmacológicas, que são algumas mudanças que podemos fazer no nosso dia a dia.

Erguer a cabeceira da cama, às vezes, colocar, no travesseiro, mais um apoio, mais elevado, até suspender um pouco; colocar calços nos pés das camas para ficar um pouco mais elevado. Evitar alimentos e medicamentos muito ácidos, perder peso – então, obesidade também está relacionada à presença da doença do refluxo gastroesofágico.

Não comer pelo menos três horas antes de dormir – isso, de comer e deitar, também não é legal. Quem fuma, o ideal é parar de fumar, não fumar, evitar alimentos ácidos à base de vinagre, evitar bebidas ácidas, como suco de laranja, refrigerante. E também, se possível, parar ou diminuir o consumo do café.

E dos tratamentos farmacológicos, nós temos os famosos antiácidos ou inibidores de bomba de próton, mais conhecidos como “óis”, o esomeprazol, Pantoprazol, omeprazol. Temos também o Digesan, o Dexilant, a bromoprida. Então, podemos, a depender das queixas e do paciente, fazer uma associação dessas medicações.

Gastroparesia

Dando continuidade, abordando sobre refluxo, outra queixa que pode acontecer dentro das doenças gastrointestinais que mais acometem o idoso é a gastroparesia. O que é isso? A sensação de retardo do esvaziamento gástrico, que pode ocorrer devido a alguns distúrbios motores gastroduodenais.

É também uma condição clínica crônica, debilitante, que pode afetar o estado nutricional do paciente, a absorção de medicamentos e a qualidade de vida dos pacientes idosos.

A gastroparesia pode ser assintomática, sem sintomas nenhum, ou pode ter sintomas muito comuns que confundem com outras doenças, como náuseas; vômitos pós-prandiais; sensação de saciedade precoce – aquela sensação de que você comeu um pouco e, de repente, o estômago ficou cheio –; plenitude gástrica, pode acontecer dor epigástrica também – mas isso é mais raro.

Quem são os pacientes que são mais acometidos com a gastroparesia no idoso? Pacientes diabéticos e que têm algumas doenças neuromusculares, como Doença de Parkinson, amiloidose, esclerose.

Isquemia mesentérica também pode acontecer nesses pacientes. Algumas síndromes pós-virais e até algumas cirurgias que podem pinçar um pouco o nervo vago do estômago e causar essa dificuldade, esse retardo no esvaziamento do estômago.

A mais comum é a gastroparesia diabética – lembrando que o diabetes é uma doença que acomete os nervos, então, alguns pacientes diabéticos podem ter essa famosa gastroparesia.

Mas, normalmente, o perfil dos pacientes que têm gastroparesia são idosos mais frágeis, geralmente acamados, que não têm uma mobilidade muito boa, que passam mais tempo sentados ou deitados.

Diagnóstico

Como é que diagnosticamos a gastroparesia? A clínica é importante, temos que ver as comorbidades do idoso; existe um perfil específico de pacientes que são mais acometidos por essa gastroparesia: como explicamos, pacientes acamados, que ficam mais sentados, têm uma mobilidade já mais reduzida.

E, além da clínica, temos alguns exames, estudos radiológicos, até o próprio Raio-X normal dá para termos uma noção. Ou também o Raio-X com a solução de suspensão de bário, que desenha um pouco para nós o trajeto do alimento.

A endoscopia, novamente, é interessante fazermos, porque exclui causas obstrutivas. Então, ela vai com a camerazinha para termos uma noção de como está essa parte do estômago do paciente, se tem lesão, se tem alguma obstrução.

E o padrão-ouro é um estudo cintilográfico que vai avaliar o esvaziamento tanto de alimentos líquidos quanto sólidos. Ele vai quantificar, mostrar para nós quanto tempo aquele alimento leva para ser digerido pelo estômago.

Tratamento

E o tratamento, temos que deixar as doenças de base compensadas. O que seria isso? Se o paciente é diabético, temos que ter o diabetes controlado; se tem Doença de Parkinson, temos que ter as medicações corretas, o seguimento correto da doença, para evitarmos que mais à frente ele possa ser acometido pela gastroparesia.

Orientação dietética, a alimentação em pequenos volumes e intervalos menores; a consistência líquida-pastosa – então, o paciente, geralmente, não vai poder comer grandes pedaços de alimentos sólidos, vai ser uma consistência mais pastosa.

Alimentos com baixo teor de fibras, suplementos, ou seja, a orientação da dieta adequada do paciente vai ser primordial no tratamento. Alguns pacientes, quando têm, assim, um estado nutricional muito frágil já, vamos precisar, talvez, de um suporte nutricional através da cirurgia, de uma jejunostomia.

E também indicamos algumas medicações usadas no refluxo, como a domperidona, bromoprida, metoclopramida, o famoso Plasil, que ajuda na queixa de náusea, Ondansetrona, que é o Vonau.

Em alguns casos mais avançados, podemos fazer até aplicação de toxina botulínica intra-pilórica, que é na região do estômago, específica para aliviar um pouco os sintomas.

Constipação Intestinal

Outra queixa muito comum em consultório, de pacientes hospitalizados, acamados, que, novamente, não têm uma mobilidade muito boa, têm uma mobilidade mais reduzida, é a constipação intestinal. “Ai Dra., eu não evacuo diariamente ou a cada dois dias, ou só evacuo com laxantes. Ou meu pai, que já é acamado pelo Parkinson, só evacua se fizer lavagem”.

E por que isso? Por que não é legal? Primeiro, porque a constipação no idoso é multifatorial, muito complexa; geralmente, está associada aos fatores posturais, à dieta, ao estilo de vida.

Ela pode ser sim primária, geralmente tem a síndrome do cólon irritável, em que fazemos um diagnóstico de exclusão: o paciente tem que ser avaliado adequadamente para fazermos esse diagnóstico e descartarmos, inicialmente, essa causa.

Mas no idoso, geralmente, está mais assim, relacionada, novamente, aos medicamentos, às doenças neurológicas, metabólicas e até intestinais. E uma causa muito comum: idoso esquece de beber água. Nós não bebemos água corretamente, então isso também causa a impactação das fezes e até uma constipação.

Ela é sim prevalente mais nos idosos, principalmente em mulheres, e aumenta após os 65 anos. Lembrando que a diminuição do trânsito intestinal não é uma alteração fisiológica da idade. O que é isso? Não quer dizer que é normal ser constipado. O idoso sadio não deve considerar: “ah, eu sou constipado, é ‘normal’, porque sou idoso”. Não.

E como é a queixa? O que geralmente escutamos em consultório? “Ai Dra., as minhas fezes são endurecidas, faço um esforço muito grande para evacuar. Eu tenho essa sensação de que evacuo, mas não é de maneira completa, fica algo que não saiu”. Até o número de evacuações é importante sabermos. Ou o idoso chega na consulta e fala “meu intestino já não é o mesmo, eu já não evacuo como antes”.

E também tem a sensação de distensão abdominal, de empachamento, desconforto, não tem eliminação de gases de forma adequada e as fezes saem mais endurecidas. Em alguns casos, ela impacta tanto que é necessária a retirada manual e vamos abordar sobre isso.

Existem causas que chamamos de secundárias, que tem uma regrinha que chamamos de quatros D’s, que são Deambulação, Dieta, Doenças e Drogas, medicamentos, principalmente no idoso.

“D” de Deambulação

É andar. O que relatamos que está relacionado à imobilidade? Constipação é uma queixa muito comum, principalmente em idosos mais acamados e hospitalizados, que ficam mais sentados, que não andam mais como antes.

E é geralmente por conta disso, a mobilidade está reduzida por períodos prolongados. É aquele idoso que tem uma demência já em estado avançado, fica mais deitado, não deambula, não anda, como antes.

Isso está comprovadamente relacionado à lentificação do trânsito intestinal. E dá um sofrimento, um desconforto, vem aquela distensão gasosa das alças intestinais e as fezes vão se formando de forma mais endurecida e consequentemente, dificulta a expulsão.

“D” de Dieta

É o consumo de alimentos com baixo teor de fibras, ingestão insuficiente de líquidos – lembrando, o idoso esquece de beber água.

Eu costumo fazer uma comparação: quando estamos com a massa de cimento, como é que preparamos? Para formarmos a massa de cimento, colocamos o quê? Cimento, areia e água.

Então assim, no intestino grosso, para haver a formação das fezes, se não tem água suficiente, como é que vamos formar a massa das nossas fezes de forma que saia sem causar dano ao intestino, fluida, pastosa? Porque se não tem água adequada no organismo, se não ingerimos água, até para formar o bolo fecal, fica mais difícil. Então, as fezes realmente ficam mais endurecidas.

“D” de Doenças

Algumas doenças que acometem os idosos podem cursar com constipação e alterar o processo digestivo e de defecação. Diabetes é uma delas, hipotireoidismo, ansiedade, depressão, Doença de Parkinson, demências, também são doenças que favorecem o idoso a ser mais constipado.

“D” de Drogas

E também “D” de drogas; é comum o idoso fazer uso de vários medicamentos, a famosa polifarmácia. E isso, às vezes, acima de cinco medicamentos, temos que rever a lista de medicações; tem um que pode estar causando constipação no idoso. Às vezes, o uso de um medicamento antidepressivo, por exemplo, que já podemos mudar a classe para um que cause menos constipação.

O que não pode acontecer? “Ai Dra., meu pai usa 10 remédios e eu falei para o médico que ele é constipado… ou eu mesma dei um laxante”. Você acrescentou um remédio sem nem saber a causa.

Por isso é importante uma avaliação geriátrica, tem que rever as medicações do paciente, ver qual está causando constipação ou se realmente é necessário usar aquela medicação. E não só acrescentar um laxativo, por quê?

O uso abusivo de substâncias laxativas condiciona o trato gastrointestinal a funcionar apenas na presença do laxante. E isso é como “se fosse”, se fossemos comparar a causa a uma dependência química: “o meu avô só evacua se for com laxante”; isso não seria o correto, o correto é revermos as medicações, investigarmos a causa de constipação no idoso.

Às vezes, é necessário usar laxativos? Às vezes é necessário sim, mas não é a primeira medida.

Existem “n” remédios que causam constipação. Às vezes, alguns remédios para dor, anti-inflamatórios, o cetoprofeno, diclofenaco, analgésicos um pouco mais fortes, como os opiodes, o famoso Tramal, até a morfina.

“Ai Dra., então se meu pai usa morfina, não é para usar”? Se ele usa a morfina, às vezes, em tratamento de dor, não está errado. Se o colega médico prescreveu foi porque é necessário tratar a dor. Mas associamos um laxativo, porque sabemos que a morfina já é uma droga que causa constipação.

Alguns tratamentos de doenças neurológicas, como para Doença de Parkinson, também podem causar – a levodopa é uma droga que causa a constipação. Então, não vamos deixar de tratar o Parkinson, mas associamos um laxativo. Alguns anticonvulsivantes e até alguns remédios que chamamos de anti-histamínicos, para alergia, a loratadina, Hidroxizina.

Então assim, por isso é importante, no idoso, revermos as medicações, não é que vamos deixar de tratar a doença de base, não vamos deixar de tratar o Parkinson, a depressão, se ele precisa. Mas temos que rever e, às vezes, trocamos a classe dos medicamentos, procurando um que mais se adeque sem causar tanta constipação.

E por que a queixa de constipação crônica não é interessante para o idoso, pode sim causar dano? Porque a constipação pode levar a impactação fecal, ela pode até causar perfuração intestinal.

Então, é formado o fecaloma, o bolo fecal fica preso, impactado no intestino grosso, não consegue descer. Algumas vezes, conseguimos quebrar o fecaloma de forma manual. Em outras, fazemos lavar, a famosa lavagem também.

Mas mesmo assim, às vezes, com essas medidas, pode acontecer a perfuração intestinal e com isso, literalmente, o conteúdo fecal dentro do intestino, é assim realmente muito grave e cirúrgico, e pode levar alguns pacientes, principalmente idosos mais frágeis, a óbito.

Não é normal o idoso ser constipado, não é normal ele precisar de lavagens recorrentes para tirar esse bolo fecal. É interessante avaliarmos, tratarmos a causa da constipação para que não seja necessário chegar nesse extremo, porque, diante disso, teremos consequências graves, colocando a vida do idoso em risco, que é suboclusão intestinal, feita através de tratamento cirúrgico e pode sim levar o idoso a óbito.

Tratamento

E qual é o tratamento, novamente? Como tratamos a constipação? Temos que rever as medicações, a dieta, ver a ingesta de líquidos, principalmente água, é importante. E sim, usamos laxativos. Existem vários tipos de laxantes, existem os que utilizamos para ajudar na formação do bolo fecal, a deslizar o bolo fecal no intestino e na saída dele.

Mas tem um laxante que o geriatra não gosta e não é recomendado para o idoso: infelizmente, às vezes, eu pego alguns pacientes fazendo uso e isso é por falta de conhecimento mesmo, é o óleo mineral.

Por que o óleo mineral e por que vamos fazer uma observação mais para isso? Ele não é recomendado para o idoso pelo risco de aspiração, broncoaspiração – causa sim a pneumonia química, vai conteúdo que pode causar a pneumonia química.

E também dificulta a absorção de certas vitaminas, as vitaminas lipossolúveis no nosso estômago. Então assim, um laxante que não pode ser usado no idoso, o geriatra não gosta, é muito ruim mesmo, é o óleo mineral.

Doença Diverticular

Explicando sobre constipação e vamos puxar um pouquinho o gancho para uma doença que é muito comum, muito diagnosticada no idoso e que está sim um pouco relacionada à constipação, que é a doença diverticular.

Ela acomete os adultos, geralmente, de meia idade, é muito comum, principalmente, em idosos acima de 80 anos. Ela pode passar muito tempo sem sintomas, algumas pessoas nem sabem que têm ou, às vezes, é um achado, precisa fazer uma tomografia de abdômen.

O que é isso? É uma condição adquirida que tem uma forte relação com o aumento da idade e com a dieta pobre em fibra. Então, por isso é mais comum nos idosos, em países mais ocidentais, porque está mais relacionada à alimentação.

Os sintomas podem ser assim bem inespecíficos, o que torna o diagnóstico um pouco mais difícil. E o diagnóstico da doença diverticular, geralmente, como abordamos, não causa sintomas, às vezes, vamos preparar uma colonoscopia ou mesmo através de uma tomografia de abdômen, vemos a presença da doença diverticular.

E o quadro clínico, como relatamos, é assintomático, mas pode causar alguns sintomas inespecíficos, como mal-estar; desconforto abdominal; aumento dos flatos, da eliminação de gases; e até pequenas alterações no trato gastrointestinal. Dor abdominal também, mais do lado esquerdo, mas é mais branda. Também a diarreia é mais um dos sintomas mais comuns da constipação intestinal.

Tratamento

E como é que tratamos a doença diverticular? “Ai Dra., tem que fazer cirurgia”? Não, como detalhamos, na maioria dos casos, é uma doença assintomática. O ideal é que controlemos a dieta e se tiver a dor, tipo uma cólica, ou alteração do trato gastrointestinal, vamos tratar então esses sintomas.

Claro que a dieta é muito importante, então aumento da ingesta de alimentos ricos em fibras, como grãos, legumes, vegetais – esses alimentos reduzem a pressão de dentro do cólon e favorecem que essas complicações não ocorram.

Assista ao vídeo e saiba mais:

Nós explicamos um pouquinho sobre doenças gastrointestinais que mais acometem o idoso. Espero que vocês tenham gostado, então não esqueçam de dar o like, ficar atento e fazer sugestões, que em breve vamos voltar com mais alguns tópicos.

Mais Informações sobre este assunto na Internet:

Sobre o Autor:
Mara Graziele Maciel Silveira

CRM: 172909

Geriatra da Clínica Regenerati graduada pela UFSE, clinica médica e geriatra pelo IAMSPE, Estágio extra-curricular em cuidados paliativos pelo hospital São José , Lisboa - Portugal, Atualizaçao em geriatria 2019 pela universidade medicina de Harvard












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