Insegurança

Insegurança – Como Ter Menos Insegurança


Insegurança, algo que todo mundo já sentiu, algum medo, falta de confiança, se você quer saber de onde vem a sua e o que pode fazer a respeito, fique até o final do artigo que a psicóloga da Clínica Regenerati, Lara Miranda, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, também coaching com formação em PNL, coaching cognitivo, vai falar mais sobre isso hoje.

A insegurança tem sido um dos fatores sabotadores de muitas pessoas no sentido de se obter resultado na vida ou como justificativa para alguma coisa que você não consegue fazer.

De Onde Vem a Sua Insegurança?

Você sabia que a personalidade da pessoa é desenvolvida ao longo de alguns anos? Na grande maioria, até os 07 anos de idade – é o período em que o cérebro está passando pelo desenvolvimento, a formação neurológica, processo chamado mielinização, e nisso vai se definindo junto a personalidade.

Muitas pessoas perguntam como a personalidade é desenvolvida e existem três fatores principais: genético, ambiental e o que o indivíduo faz com a junção desses dois.

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O que é o fator genético? É aquilo que carregamos do papai e da mamãe, então nossa herança genética, fator biológico. O que é fator ambiental? Tudo aquilo que vivemos, nossas experiências de vida, e o significado que damos para essas experiências.

Existem pesquisas que comprovam que o fator genético define 40%, o fator ambiental define 40%. Eu costumo brincar e dizer que é a única sociedade em que a maioria não manda, quem manda é a minoria.

E a minoria, segundo a pesquisa, diz que 20% tem a ver com o que cada indivíduo faz com a junção do fator genético com o fator ambiental, por isso cada personalidade é única, cada pessoa é de um jeito.

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Às vezes, temos 02, 03, 05 filhos do mesmo pai e da mesma mãe, criados do mesmo jeito, mas com comportamentos, ideias, valores totalmente diferentes, e falamos: “nossa, como podem ser irmãos? São tão diferentes!”. Mesmo fator ambiental, mesmo fator genético, mas aqueles 20% – que é o que a pessoa vai fazer com a junção dos dois – vai fazer total diferença. Então, essa é a condição que vai determinar a formação da personalidade das pessoas.

Muitos indivíduos chegam até o consultório perguntando para mim se é possível mudar a personalidade da pessoa. Mudar a personalidade não, não tem jeito, ela é formada e ninguém vai alterar a personalidade de ninguém.

Mas à medida que vamos crescendo, que vamos percebendo que alguns traços da nossa personalidade podem nos prejudicar, conseguimos identificar isso e fazer alguma coisa diferente para que deixe de nos prejudicar.

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Porém, é uma linha tão tênue, tão pequenininha, porque, às vezes, você quer modificar alguma coisa diante de uma experiência que está vivendo, mas eu costumo falar que, às vezes, isso é auto-rejeição. Lidar com rejeição é difícil, mas quando você rejeita uma característica que é sua, é mais difícil ainda.

Como Ter Menos Insegurança

Eu uso muito esse exemplo quando uma pessoa chega no consultório falando assim: “ai, eu quero fazer terapia ou eu preciso de um coaching para questão de estudar, porque não estou conseguindo ter foco, estou perdendo muita hora de estudo, acho que a minha produtividade não está legal e quero fazer concurso público”. Na hora de fazer a consulta, eu já tento investigar a demanda de concurso público, de onde vem, porque concurso público.

E muitas vezes essa ideia de concurso público vem plantada, de famílias que têm funcionários públicos, vem de uma ideia social de que o concurso público significa segurança, garantia, estabilidade, aposentadoria; então vem de encontro exatamente para eliminar o fator da insegurança. A pessoa se vê em uma condição de que: passou na prova, está dentro, é como se ela não tivesse que fazer mais nada na vida.

Eu falo que tenho uma guerra com uma pessoa que tem esse tipo de percepção, porque depois que você é funcionário público não significa que não precisa fazer mais nada na vida, o mundo muda todo o tempo e toda hora.

Já tive pacientes funcionários públicos que vêm fazer terapia, porque de repente é implantado um sistema novo na área em que trabalham e eles não conseguem, não têm flexibilidade, porque ficam presos em um sistema antigo; mas por quê? Desde que passaram no concurso, abriram mão de estudar, de atualizar, de fazer qualquer coisa, porque se sentiram seguros, acharam que não tinham que fazer nada, então pronto.

Logo, a garantia do concurso tira da pessoa a iniciativa para ir atrás, para um novo desenvolvimento, para busca de novos conhecimentos, para ter novas oportunidades, novas escolhas.

E muitas vezes as pessoas, quando começo a investigar isso, são perfeccionistas, têm problema com rotina. Diante disso eu falo: “calma, você é uma pessoa perfeccionista, que tem dificuldade com rotina. Qual é o seu perfil para funcionário público? Como é que você lida com gente? Porque vai entrar em um departamento em que vai ter que lidar com um sistema que está pronto, você não vai conseguir modificá-lo”.

Vemos muitos indivíduos adoecendo por causa disso, então tem umas pessoas que no início da carreira, principalmente, querem carregar o setor inteiro nas costas; não vão conseguir, vão adoecer, ter burnout.

Depois começam a ter problema de relacionamento, porque passa a cobrar do colega o que não está fazendo e que estão ficando sobrecarregados. E depois, até ter a fase de adaptação, que eles entram naquele movimento do funcionário público e que depois inclusive começam a cobrar deles mesmos. É um conflito tão grande do negócio, porque começam a se sentir improdutivos, mas qualquer coisa que façam diferente, eles são cobrados pelo meio.

Então existe um sofrimento grande do funcionário público inclusive e olha que eu estou falando só o lado do funcionário público, nem estou falando do lado do Estado, do Município, da Federação do Brasil, que muitas vezes não dão condição.

Estamos vendo problema na Educação que não tem material, problema na Saúde que não tem material, que não tem condição de trabalho. Às vezes, a pessoa está disposta, quer fazer e não tem a condição, não tem como levantarmos qual é a condição que permite isso. Mas, começam a vir todas as inseguranças: “e agora, eu fico, não fico”?

Logo, antes de pensar e fazer as escolhas da sua vida, tem que olhar para você, para o que é importante para você, para suas características, mas são as suas características, é o que te faz feliz, é o que te realiza, não é o que a sociedade fala, o que a família espera de você, o que seus amigos estão fazendo, o que sua namorada, seu namorado acha que você deve fazer, mas é o que está na sua cabeça.

Às vezes, vemos “insegurança está relacionada à ansiedade?” Está! Eu sempre falei para vocês, ansiedade é quando antecipamos o futuro com um significado negativo e o inseguro, muitas vezes, deixa de fazer porque tem medo do resultado negativo, então recua.

As mães que lerem esse conteúdo vão falar, “gente, eu fiz isso”, porque eu falo que arrepio quando vejo mãe de criança que está naquela fase começando a andar, correr, que fala assim “não corre não, você vai cair”. Então, a mãe está insegura, quer proteger o filho e é fato, uma criança pode realmente cair quando está começando a andar, correr.

E não vamos deixar nossas crianças andarem, correrem e caírem? Porque se elas não fizerem isso, não vão aprender e se não aprenderem, vai que em algum momento da vida vão morrer atropeladas? Como fazemos? Então temos que deixar.

As Experiências Dolorosas no Início da Vida Contribuem para Alguém se Sentir Inseguro na Vida Adulta?

Só que esse conceito de que é tudo culpa do que aconteceu no passado é verdadeiro? Então, já virou tema de brincadeira, de piada, já virou meme, tem um quê de verdade, mas a terapia cognitiva não está muito preocupada com isso, está preocupada em resolver o seu problema. Claro que ela vai buscar o que te fez ser inseguro, vai te fazer pensar em tudo o que reforça a sua insegurança.

Mas ela também vai buscar suas histórias que foram positivas, todas as vezes que você atuou diante de alguma coisa que a sua resposta te trouxe o que queria, que conseguiu atingir a sua meta e assim vão perceber – pensem um pouco na história de vocês – que o que temos é o que chamamos de reforço positivo.

O reforço positivo é sempre que eu me lembro de alguma coisa que já fiz e foi legal, então toda vez que temos o reforço positivo, essas experiências são muito mais marcantes na nossa vida do que o reforço negativo.

Mas o interessante é que não nos lembramos do reforço positivo. Vamos imaginar que você comprou o seu primeiro carro, é uma experiência super marcante, mas se pensar “ai, eu bati um carro”, você vai lembrar muito mais da vez em que bateu um carro do que da vez que comprou.

Interessante isso, porque quantas vezes compramos e batemos um carro? A tendência é a que compramos e trocamos de carro muito mais do que batemos, a não ser que você tenha alguma condição: bebe, vai dirigir; seja um motorista de risco; não presta atenção; alguma coisa assim; mas fora isso não, seu reforço é muito mais positivo.

Se falamos: “ah, a pessoa já foi assaltada na rua e começa a querer não sair de casa, porque já foi assaltada”, calma. Quantas vezes você já saiu de casa e não foi assaltada para agora, depois do assalto, não querer sair de casa por causa dessa experiência?

O que precisamos, na verdade, é só que você tenha o cuidado necessário para que não seja assaltado novamente. Então é pensar no seu recurso, levantar o que precisa para se proteger, porque isso vai criar condição de que saia de casa mais tranquilo, menos tenso, ansioso, preocupado. Mas você vai conseguir sair de casa.

É Nessa Fase que a Insegurança Surge e Define Alguém?

Então a insegurança vem também, vou dar outro exemplo para vocês que eu falo bastante: da fase escolar. Já repararam como acontece assim: uma criança tem uma referência de notas que costuma tirar.

Se ela chega em casa com uma nota um pouco abaixo do que costuma tirar, o pai e a mãe vão falar no ouvido dessa criança não sei quanto tempo, podem dar um castigo, tirar qualquer coisa que ela goste muito, vão comparar com o irmão, com um primo, qualquer coisa vai acontecer, e vai fazer esse menino estudar muito, principalmente para aquela matéria em que tirou nota baixa.

Mas quando o menino tira a nota na média que costuma tirar ou acima dessa média, que ele chega com o boletim, a resposta é sempre “ah, parabéns, que legal, você se esforçou, é isso mesmo” e o assunto morre e não volta mais.

Um tempo depois vem a prova daquela bendita matéria que o menino tinha tirado nota baixa, 15 dias ou senão quando recebe o comunicado do horário de provas de quando que vai ser a próxima avaliação daquela matéria, o pai e a mãe já começam: “olha, vai vir a prova daquela matéria e você tem que estudar”. Essa fala: “você tem que estudar”, reforça um comportamento de insegurança, porque você está trazendo à tona o resultado negativo da prova do seu filho.

Qual é o Papel dos Pais na Construção de Indivíduos Menos Inseguros?

E como fazemos? Lembramos para os nossos filhos o que precisam fazer para terem boas notas. Eles vão responder “prestamos atenção na aula, fazemos tarefa, estudamos”. E você está fazendo isso? Vocês não precisam entregar a resposta pronta para a criança, eles têm a resposta pronta, é só direcionar.

E à medida que você não entrega a resposta pronta, está construindo a autoconfiança, a segurança, e o seu filho está percebendo que é capaz de construir isso, resolver problema, tomar decisão, ele é capaz de cuidar dele mesmo.

Às vezes, eu vejo pais, histórias assim, “ah, o menino brigou na escola”; o pai vai, interfere junto com a coordenação, com o professor, vai atrás até dos pais do outro menino que brigou.

Algumas situações talvez exijam isso? Algumas, mas com bem menos frequência do que acontece na maioria das vezes. Por quê? Porque, às vezes, o pai não esperou nem o tempo do menino ter qualquer reação – que ia passar, o menino ia conversar com o colega.

E quantas vezes escutamos depois “ah, meu filho brigou, fui lá, fiz a intervenção e depois eu que passei um carão”. Por quê? “Porque depois ele já estava de bem com o coleguinha e cada vez que eu ia buscá-lo na escola era uma situação difícil, porque tinha que encarar o pai e a mãe do outro menino”.

Então percebam como é isso? Tem tanto exemplo disso, eu falo que a coisa mais fácil de trabalhar no consultório é quando a pessoa tem que apresentar um TCC – olha só o assunto da insegurança.

Um TCC, a pessoa está há 03 anos se for um curso tecnólogo; 04, 05 anos, se for um curso de graduação, superior; se for um mestrado, 30 meses; se for um doutorado, 05 anos; e a pessoa vem fazer terapia para conseguir apresentar para uma banca.

Na hora que eu começo a fazer uma técnica que chamamos de “desafio de pensamento automático negativo”, o que é isso? A pessoa acha que não vai conseguir falar para banca. Na hora em que começo a perguntar: “calma, quanto tempo tem que você está envolvido com o seu projeto?”; a maioria das respostas elas falam só o último ano, “ah, tem 01 ano que eu comecei a escrever ou tem 06 meses”, o prazo que começou a disciplina do TCC.

Eu falo assim: não! Essa é uma das causas que está te deixando ansioso; não tem 06 meses, 01 ano; para fazermos o TCC, precisamos de toda a base acadêmica antes, então você está se preparando para ele desde o primeiro período, seja da faculdade, do mestrado, do doutorado. Diante disso todo mundo já fica curioso.

Então se desde o primeiro período, ao longo de 02, 03, 04 ou 05 anos, você está estudando um mesmo assunto, qual é a chance de não saber falar sobre aquilo? “Ah, mas a minha mãe sempre falou que eu não dava conta de fazer as coisas, que sou lerdo, tonto, que ela não sabe como que fui morar sozinho, entre outras coisas”.

Como Ter Menos Insegurança

Tudo bem que a sua mãe tenha falado, que na percepção dos seus pais, dos seus avós, de quem quer que seja, você tenha ouvido isso, mas que evidência eu tenho para acreditar que você não vai conseguir falar sobre um assunto que faz parte do seu dia a dia há tanto tempo?

Então não é tudo que escutamos, que abraçamos e agarramos como se fosse uma verdade absoluta, e que você vai acreditar só porque já ouviu tantas vezes, mesmo que tenha sido do seu pai e da sua mãe.

Eu falo que a psicanálise ajuda demais em um autoconhecimento que não tem melhor do que ela para fazer isso, mas precisamos resolver o que essa história traz. Então o que nós vamos fazer?

A psicanálise vai buscar essa história para você, vai te ajudar, mas precisa deixar esse conceito só de neurose, narcisismo – que tem a ver com o mundo estar girando em torno só de você, da sua história; o mundo não gira só em torno de nós. Apesar de termos sim que ser o centro das nossas decisões, temos que tomar isso como uma verdade para que tenhamos resultados, só que não vivemos sozinhos.

A Autocrítica é uma Característica de Pessoas Inseguras? Por que esse Fenômeno Acontece?

Quando falamos: “ah, eu sou assim porque fui criado assim” tá bom, você está terceirizando a sua culpa, o que você vai fazer com isso agora? Cruzar os braços e vai fazer o quê? Não vai tentar nada do que quer para você, está tudo bem, vai viver assim e ok?

Vou desafiar vocês a pensarem em uma coisa: já observaram que à medida que as gerações estão passando, o quanto o resultado delas tem sido melhor? Do que eu estou falando? Vou dar um exemplo da minha família.

O meu bisavô achava que a minha avó não podia estudar, porque se mulher naquela época fosse para escola era só para aprender a escrever carta para namorado, então não tinha que aprender a escrever carta para namorado.

E a minha avó foi só dona de casa e mãe de 07 filhos, não sabia escrever o nome dela. Quando precisava que assinasse algum documento, ficava treinando – alguém escrevia o nome dela e ela fazia cópia; era não sei quanto tempo dela treinando para fazer a cópia do nome dela.

Dos 07, a caçula é a minha mãe. E se não me engano, só a minha mãe fez curso superior – minha mãe nasceu em 1951. Os filhos da minha mãe, eu e a minha irmã, fizeram graduação, pós-graduação.

Se analisarmos o estilo de vida de meus bisavôs, avôs, meus pais, meu e da minha irmã, da minha sobrinha, a cada geração que foi passando, o estilo de vida foi melhorando, desde nível de escolaridade, os passeios que se faziam, realidade social, condição de vida, desde tudo.

Na casa de vocês também não é assim? A não ser quando tem alguma coisa que falamos assim: “tem um desvio de rota” – às vezes, tem um envolvimento com droga, alguma doença, algum acidente, então é diferente.

Mas vocês podem observar que nas famílias, a maioria acontece assim e eu não estou falando só da minha mãe, os irmãos da minha mãe, os meus primos, com todos aconteceu assim, a minha geração já está toda com filhos e eles já estão despontando mais do que nós.

Olhamos para as nossas crianças hoje, assustamos porque nós fomos crianças que não podiam perguntar as coisas para os pais, hoje as crianças perguntam. E eu falo assim para os pais no consultório, “eu, como psicóloga, gosto disso”; eles ficam arrepiados quando falo isso, arregalam os olhos e tudo que queriam é que os filhos fossem quietinhos como a nossa geração foi, que aceitava tudo.

Eu falo: “imagina, essa geração não vai ser de relação tóxica, a geração de relação tóxica, acho que a última é a nossa, porque essa geração que está vindo vai lutar por tudo, elas não aguentam as coisas caladas, argumentam, questionam, “vão pra cima”, olha que positivo isso”.

E quando eu falo isso, eles percebem que sim, porque os filhos já vão em cima dos pais mesmo. Então isso diminui a insegurança? Claro, a criança que questiona já começa a diminuir a insegurança, desenvolve a autocrítica dela.

Então estamos entrando em outro assunto interessante, a autocrítica. Como ela é construída? Junto com a personalidade, mas qual é o equilíbrio da autocrítica? Algumas pessoas desenvolvem a autocrítica positiva, logo conseguem ver as experiências da vida, quando alguma coisa foi legal, que deu certo e comemoram isso.

Quando alguma coisa não deu o resultado que esperavam, elas pegam aquela experiência, analisam o que aconteceu, que não deu certo, que não foi o resultado que esperavam e evitam aquilo para que não se repita e nem tenham problemas de novo no futuro.

Essa é uma autocrítica legal, porque falar que não vamos errar é impossível, só precisamos aprender com os nossos erros. Agora, uma autocrítica rígida, que não aceita erros, e que por medo de errar, não te deixa fazer as coisas, ela está eliminando a sua chance de aprendizado, de desenvolvimento e de maturidade.

Então, fez planejamento, analisou toda a situação, todos os fatores envolvidos no que você está precisando fazer, faça. Tem coisa que não dá para termos total controle do resultado.

Eu tenho pacientes que vêm até o consultório cobrando por isso, “ah, mas eu quero garantia de que dê certo”. Essa garantia é um negócio bem complicado, porque é bem pouco o que conseguimos ter de garantia.

Não sei, às vezes compramos um carro, que esperávamos muito dele e ele não atende o que esperávamos; vamos a uma festa, achávamos que ia ser aquela festa, mas naquele dia não estávamos com aquele humor, aquela vontade, e não fomos.

Às vezes, vamos a uma viagem que o lugar vai ser super legal, que foi super bem recomendado, não era essas coisas; um restaurante, você fala “nossa, esperava mais”. Que garantia nós temos? Não temos.

Então, viva aquele momento, saiba tirar daquele momento que está vivendo essa condição que estávamos falando no começo do artigo, de que você vai usar a sua vivência, a sua experiência, o seu fator genético para determinar a sua personalidade.

Mas faça isso de uma forma que você consiga de repente identificar alguns traços que estão te incomodando, que estão te gerando angústia, e que naquele traço de repente você pode diminuir a rigidez sobre ele; “ah, eu sou perfeccionista, tem que ser tudo do meu jeito, é uma rigidez”.

Não, o que eu posso adequar nisso? “Ah, eu não aceito que ninguém fale nada para mim”, então, de repente você vai trabalhar em uma empresa, em equipe, e vai ter que aceitar o que sua equipe fala para você, porque senão ninguém te aceita.

E se você tiver que lidar com a rejeição das pessoas, isso é uma coisa muito mais difícil do que não aceitar, escutar o que as pessoas têm para te falar. As pessoas podem ter ideias tão boas ou talvez até melhores do que você.

Então pensem sobre isso. A insegurança talvez apareça muito em uma condição das pessoas tentarem mostrar mais aquilo que sentem que não têm e elas querem ter esse controle, principalmente nesses ambientes onde elas vão se relacionar com outras pessoas.

“Eu quero mostrar que sou uma excelente gerente, que entendo de tudo que estou falando, quero mostrar que tenho não sei quantos cursos, que já vivi não sei quanta coisa, e que isso faz de mim uma pessoa melhor, mais interessante”.

“Aham, vamos pro vamos ver”? Quando dizemos: “quem sabe muito não precisa se destacar assim, porque o trabalho vai mostrar”, rede social está aí e falamos “nossa, engraçado, as pessoas no Instagram, no Facebook, são sempre felizes, ninguém tem problema”.

E vemos a criança que não vive aquela realidade que está postando e é desde pequeno, porque isso vemos com crianças; casais que vivem em pé de guerra e de repente fazem cada declaração de amor, que dia 12 de Junho vemos o amor escorrendo pelas redes sociais; quando vamos ver a realidade, não é nada daquilo.

As pessoas, às vezes, não têm sintonia nenhuma, mas estão como se fosse um mundo perfeito e que você tem que destacar, porque senão não tem garantia. Garantia de que? Que garantia é essa que as pessoas estão atrás o tempo inteiro?

Então vale a pena pensar o que preciso mostrar para o outro que na verdade eu estou querendo convencer a mim mesmo e eu não preciso convencer a mim mesmo, eu sei quem sou, do que sou capaz, onde preciso melhorar, eu sei das minhas dificuldades e quero mais explorá-las.

Porque se eu estiver explorando, sei enfrentar, sei do que preciso ir atrás e isso vai diminuir muito; diminuindo essas dificuldades o que eu faço? Melhoro o meu desempenho e não preciso aparecer para ninguém, eu vou ficar satisfeita comigo.

E a insegurança vai começar a reduzir essa sensação, isso vai melhorar a minha autocrítica, não preciso de mais nada e nem ninguém, isso é só comigo, não é com você, com a minha mãe, com o meu pai, com ninguém, é comigo.

Logo, a responsabilidade é minha, a responsabilidade pela sua vida é sua, então toma isso para você; a sua insegurança é você quem faz, um resultado negativo é só um resultado negativo; analise, busque, entenda, compreenda e faça diferente, é assim que você vai melhorar.

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Fique de olho e acompanhe os próximos artigos.

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Sobre o Autor:
Lara Beatriz Siqueira Miranda

CRP: 06/000717IS

Psicóloga com experiência hospitalar no grupo de obesidade, cirurgia bariatrica e Coach profissional com certificação internacional. Especialista em Terapia Cognitiva-Comportamental e Terapia para perda de peso.













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