Pensamentos Negativos

Alzheimer – Pensamentos Negativos Estão Ligados a Doença de Alzheimer


Você sabia que Pensamentos Negativos repetitivos têm relação com a Doença de Alzheimer? Se não sabia ou deseja saber mais sobre isso, fique até o final deste artigo que o Dr. Willian Rezende do Carmo, médico neurologista, fundador da Clínica Regenerati e que no seu canal do YouTube aborda sobre Dor, Sono, Parkinson, Emoções, Neurologia Geral e Memória, irá falar mais sobre isso hoje.

O que São Pensamentos Negativos?

O que são pensamentos negativos repetitivos, Doença de Alzheimer e como eles estão relacionados? Pensamentos negativos repetitivos são quando uma pessoa fica repetidamente ou repetitivamente pensando negativamente sobre qualquer coisa.

Ela pensa: “ah, hoje vai chover”; “ah, aquela pessoa ali quer piorar a vida da outra pessoa”; “fulano só quer fazer mal”; “beltrano é uma pessoa má”; “ah, esse Governo não presta”; “ah, os outros são pessoas que não deixam o Brasil ir para frente”; “ah, os ocultos estão jogando contra o time”; “ah, fulano são as pessoas negativas”; “ah, as coisas nunca vão dar certo”; “ah, tudo vai dar errado”; “ah, tudo é o pior”.

E, continuamente, a pessoa fica pensando naquilo mesmo depois de se passar um tempo. Ou seja, são pensamentos negativos repetitivos ou repetidamente; a pessoa rumina, às vezes, ela pensa, passa, depois volta e pensa de novo. Também é chamado como ruminação de pensamentos – ela fica mastigando aquela coisa continuamente, de um aspecto negativo sobre algo.

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Isso não necessariamente é depressão ou ansiedade. Às vezes, a pessoa não chega a fechar os critérios para uma síndrome depressiva, mas é aquele indivíduo que constantemente vê o lado negativo sobre tudo.

O que é Alzheimer?

Isso são os pensamentos negativos repetitivos e o que é a Doença de Alzheimer? A Doença de Alzheimer é definida por um conjunto de sintomas que envolve problemas de memória e mais alguns outros, como dificuldades na linguagem ou visuoespacial, de se posicionar no espaço, e isso vai piorando progressivamente.

A pessoa tem uma doença neurológica progressiva na qual vai esquecendo cada vez mais das coisas e, além de esquecer, tem outras dificuldades cognitivas, como de linguagem, visuoespacial, de localização, etc.

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E de onde surgiu a percepção dessa relação entre essas patologias? Eles começaram a perceber que tinham conhecimento de que quem tem depressão e ansiedade têm maior risco de desenvolver Alzheimer – já tinham esse estudo.

Como Foi Feito o Estudo?

Mas, parece que quem tinha ainda esse aspecto de ficar pensando negativamente, de uma maneira repetitiva, iam pior ainda. E através dessa observação foi feito um estudo observacional que é: pegar as pessoas que estão de determinada maneira, analisá-las, depois aguardar um tempo observando-as e ver como ficaram.

E foi dessa maneira que foi feito o estudo: eles pegaram 292 pessoas pré-sintomáticas de Alzheimer, ou seja, não tinham nenhum sintoma de Alzheimer, não ganhavam critérios para a doença, não poderiam, de jeito nenhum, ser fechado o diagnóstico de Alzheimer nessas pessoas, e realizaram os testes clínicos cognitivos para verificar a capacidade cognitiva; linguagem; memória de curto prazo, de longo prazo; capacidade de raciocínio; analogia; associação; tudo.

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Fizeram testes de ansiedade, depressão e para quantificar a quantidade de pensamentos negativos repetitivos que têm. Além disso, eles fizeram também exames de PET Scan cerebral para quantificar as proteínas TAU e beta-amiloide, o PET TAU e o PET beta-amiloide.

Por quê? A deposição dessas proteínas está relacionada com o desenvolvimento da Doença de Alzheimer, então, além de fazer os testes clínicos, foram realizados também os testes objetivos com imagens para verificar a deposição do PET amiloide e do TAU no cérebro.

Eles analisaram todo mundo, foram 292 pessoas, e após quatro anos de acompanhamento, repetiram os testes cognitivos, de memória, de ansiedade, de depressão, de pensamentos negativos repetitivos e os de beta-amiloide e TAU, proteína TAU.

O que foi observado? A grande maioria dos pacientes que tinham uma alta pontuação nos testes de pensamentos negativos repetitivos, especialmente os que tinham a pontuação mais alta, tiveram o pior desempenho após quatro anos nos testes cognitivos, de memória – tanto imediata, quanto tardia – e também foram os que tiveram a maior deposição de proteína TAU e beta-amiloide nos testes de imagem.

E isso leva à conclusão que a pessoa que tem pensamentos negativos repetitivos apresenta uma probabilidade muito maior de desenvolver Alzheimer do que em relação há quem não tem.

Você que está lendo o artigo, escreva nos comentários o que está achando desse estudo e dessa nova informação que muda muito o paradigma do que entendemos, até mesmo porque isso pode mudar a vida de muitas pessoas.

Eu tenho uma história triste, mas real e de alguém que eu cheguei a conhecer. Os meus pais vieram da Zona Rural de Minas Gerais e na região do Lambari tinha o Tião. Ele era um morador do povoado e era a pessoa mais reclamona do mundo, que vinha só para poder se queixar da vida. Falavam que ele tinha um dente para doer e um dente para poder abrir garrafa.

O Tião vinha só para poder se queixar da vida dele e da vida dos outros. Em qualquer lugar que chegava, ele só se queixava e era uma constância de queixa; era aquela pessoa negativa.

E ele era muito conhecido porque ficava rodando na comunidade rural, não é grande, e todo mundo conhecia o Tião Reclamão. E o que aconteceu? O Tião Reclamão, como qualquer pessoa assim, não tinha muitas pessoas que gostavam dele e acabou que ele envelheceu, desenvolveu demência, ficou sozinho e o mais triste: não tinha sequer uma pessoa que tivesse interesse de cuidar dele.

Os filhos dele estavam em outra cidade, eram sumidos, não tinham interesse pelo pai; ninguém conseguia ter o contato dele, ele próprio já não lembrava mais como contactar os filhos. Minha mãe teve que juntar umas pessoas da comunidade para tentarem fazer algo para dar uma comida, para ter alguma coisa para ele ter o mínimo para conseguir estar vivendo no casebrinho dele.

Diante disso, a minha reflexão foi que o Tião Reclamão, além de ter vivido uma vida ruim e só reclamando, chegou no final da vida com uma doença que precisa de outras pessoas e não tinha ninguém sequer para conseguir cuidar dele. E ele ficou, no final de vida extremamente difícil, sozinho e desamparado.

E é a realidade; quem é negativo afasta as pessoas, nem sequer consegue atrair a empatia de alguém para que tenha interesse para querer cuidar dele, porque é negativo, chato; só vê o lado negativo das coisas.

Podemos Modificar Esse Fator de Risco

E qual é o lado positivo desse estudo? Os pensamentos negativos repetitivos podem ser modificados. Eles são um fator de risco para demência modificável que se fizermos a psicoterapia cognitivo-comportamental, aplicação de técnicas de mindfulness, uma reprogramação neurolinguística, é possível fazer a pessoa parar de ter essa enxurrada de pensamentos negativos que fica continuamente ocupando um espaço mental dela.

E se modificamos isso, voltamos a colocá-la no padrão de normalidade de risco de demência, ou seja, tiramos pelo menos mais um fator de risco para a Doença de Alzheimer.

Caso conheça alguém que tenha esses pensamentos negativos repetitivos, é aquela pessoa que está sempre: “ó dias, ó céus”, “ah, isso vai dar errado”, envie o link deste artigo para ela, pois você pode estar ajudando-a a não ser um futuro paciente com demência e Alzheimer.

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Sobre o Autor:
Willian Rezende do Carmo

CRM: 160.140
RQE: 50.546

Fundador da clínica Regenerati. Médico do Sirio Libanes, BP Mirante e Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Neurologista especializado em dor, sono e disturbio do movimento (Parkinson e tremor).








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