Consciência Social do Alzheimer

Alzheimer – Consciência Social do Alzheimer


Consciência Social do Alzheimer. Se você quer saber como a Doença de Alzheimer afeta a nossa família e toda a sociedade, fique até o final deste artigo que vou falar mais sobre isso hoje.

Meu nome é Dr. Willian Rezende do Carmo, sou médico neurologista, fundador da Clínica Regenerati e no meu canal do YouTube eu também falo sobre Dor, Sono, Parkinson, Emoções, Neurologia como um todo e Alzheimer.

Doença de Alzheimer, um dos Maiores Elementos do Século XXI

A Doença de Alzheimer será um dos maiores elementos do Século XXI. Prova disso é que em todo filme que acaba em pandemia ou em uma distopia, há alguém tentando resolver a cura do Alzheimer com o vírus que notificará e vencerá a doença, mas ele acaba virando um zumbi ou o apocalipse.

Com isso, vemos que esta condição médica se tornou uma vilã no cinema. Tentar combater o Alzheimer virou um motivo comum de vários filmes em épocas modernas, porque a população está envelhecendo e vivendo mais. As pessoas já não morrem mais tanto do coração ou de câncer. Assim sendo, quanto maior a sobrevida, maior o número de casos de doenças neurológicas degenerativas, como, a Doença de Alzheimer.

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Esta doença em questão é mais frequente em mulheres e possui vários fatores de riscos já conhecidos, como:

  • Ansiedade;
  • Depressão não tratada;
  • Apneia do sono;
  • Desnutrição;
  • Deficiência de vitaminas;
  • Sono de má qualidade, fragmentado e com diminuição de ondas lentas;
  • Baixo estímulo intelectual;
  • Falta de atividade física;
  • entre outros elementos que levam a pessoa a ter maiores fatores de risco para desenvolver Alzheimer do que outras.

Impacto Cada Vez Maior

O impacto desta doença na população vai ser cada vez maior, ainda mais em uma sociedade que tem um preconceito muito grande com as doenças neurológicas, que não são faladas e nem admitidas pelas pessoas.

E, quando algo que é uma realidade não recebe a devida importância, ele vai apresentar problemas, desde quem vai cuidar e acompanhar o paciente em cada fase da doença; em que lugar viverá e será cuidado; quem irá fornecer os medicamentos e os alimentos; onde adequamos as atividades e os estímulos na fase inicial, e quando preparamos a sociedade para as fases moderada e terminal.

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O que nos leva a pensar que esses assuntos não são ditos e nem comentados, por exemplo, no Brasil, um país de uma sociedade patriarcal e machista, então é comum as mulheres ficarem responsáveis pelos pacientes com Alzheimer. Se a mãe ou a sogra tem demência ou Alzheimer, normalmente, não são os filhos homens que se encarregam disso, mas sim as mulheres, que acabam levando o ente querido para morar em suas residências.

E isso acaba atrapalhando toda a dinâmica da casa: a mulher acaba tendo dificuldade no relacionamento; os filhos, às vezes, se chateiam com a própria mãe, por causa da mudança em suas rotinas e das privações que têm para cuidar do paciente.

A filha, muitas vezes, abdica da própria vida, para de trabalhar e, consequentemente, deixa de ter renda, passa a ter mais gastos, assim como acaba fazendo um trabalho para o qual não se preparou, não quis, além disso, não tem remuneração, descanso ou distanciamento emocional do paciente.

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E, se isso não é conversado, é simplesmente imposto e feito como se fosse uma obrigação, muitas vezes, da filha mulher ou da esposa do filho, elas acabam se sacrificando para cuidar daquele paciente.

Mas isso não é um problema só da família, é do estado e da sociedade também, que precisam se organizar para ter, por exemplo, prédios ou condomínios onde os idosos possam viver suas vidas com certa independência, mas com segurança. De preferência, com pessoas que vejam onde estão indo e que saibam do dia a dia deles, ou seja, um lugar que dê para fazer atividade física, ter estímulo mental e para lazer.

Assim como outros locais em que possam ficar durante o dia, com o objetivo da pessoa que cuida do familiar com Alzheimer não ter que parar de trabalhar e nem precisar interromper a sua vida pessoal, para que o paciente volte à noite para sua casa e possa ser cuidado pela família, por exemplo.

E até mesmo, ter estruturas e formas para cuidar na fase avançada. Mas, para que esses projetos possam ser colocados em prática, é preciso reconhecer que existe um problema. Se as pessoas não admitem que o cuidado do paciente com Alzheimer é um problema da sociedade, isso vai continuar existindo do mesmo jeito e ele vai ser lidado como se não fosse um problema que está impactando a sociedade e as famílias diretamente.

Carinho e Investimento

O custo financeiro de cuidar deste tipo de paciente é muito elevado, tanto por questão dos medicamentos, quanto de médicos, de terapêuticas, de cuidadores e de várias outras estruturas para proporcionar o melhor cuidado a esse ente querido que não queremos deixar largado.

E se não admitimos que a população está envelhecendo – que eu, você e tantas outras pessoas estão em risco de em algum momento poder desenvolver a Doença de Alzheimer – e que se não nos cuidarmos agora, se não discutirmos isso em sociedade ou em família – sobre uma maneira racional de dividir os custos, o cuidado, de compartilhar com a família, com as estruturas ou com as instituições que são boas o suficiente para ajudar os familiares – isso nunca será resolvido.

Para você ter uma ideia, uma pessoa que tem Alzheimer fica 10, 15 anos convivendo com a doença. E está sendo previsto um aumento no número de casos muito grande para toda a humanidade.

Então, precisamos falar que esses problemas existem e que podemos tentar prevenir agora, quando a pessoa ainda não tem. E para aqueles que já têm, é importante começar um cuidado racional dentro do que é possível para a realidade econômica de cada família e de acordo com cada fase da doença.

Mas o que não podemos fazer é empurrar o problema para apenas algumas pessoas cuidarem deles. Às vezes, é possível discutirmos essas questões com o próprio médico e toda a família. Frequentemente, eu chamo os filhos e todas as pessoas envolvidas para uma consulta, com o intuito de tentar organizar o que podemos fazer e da melhor maneira, para que outras pessoas não fiquem doentes no processo de cuidar de um paciente com Alzheimer.

Às vezes, o assistente social, um profissional de saúde que ajuda a ver os possíveis obstáculos e as dificuldades de cada família, pode ser útil para tentar alinhavar uma melhor solução para todos.

Em outras situações, os advogados de associações dos parentes de pessoas com Doença de Alzheimer podem ajudar as famílias a terem os seus direitos, que são garantidos por lei de isenções e de estímulos deste paciente e de seus familiares que cuidam deles, para amenizar o impacto financeiro ou para ter ajuda nos transportes ou no acesso às terapêuticas, por exemplo.

Logo, cuidar de alguém com este tipo de condição médica é muito mais do que dar remédios ou prescrever um medicamento. É um cuidado que envolve tanto familiares, quanto cuidadores, pacientes, médicos e demais profissionais de saúde. E, fundamentalmente, o entendimento da sociedade como um todo, de que este é um problema nosso, de pensarmos no nosso futuro, porque essa patologia é uma realidade e não tem cura.

Então, se você entende o drama, as dificuldades e como a Doença de Alzheimer impacta não só a vida do próprio paciente, mas da sociedade e das famílias, compartilhe esse artigo com mais pessoas para que aumente essa consciência sobre falar dessas questões simples da doença e para que eles possam ser discutidos e compartilhados com médicos e assistentes sociais, que podem ajudar a criar soluções mais inteligentes para o problema de todos.

E se você gostou do assunto de hoje, dê um like, escreva nos comentários e compartilhe. Pois conhecimento, quanto mais compartilhado, melhor para todos.

Assista ao nosso vídeo e compreenda melhor este assunto:

Mais Informações sobre Consciência Social do Alzheimer na Internet:


Sobre o Autor:
Willian Rezende do Carmo

CRM: 160.140
RQE: 50.546

Fundador da clínica Regenerati. Médico do Sirio Libanes, BP Mirante e Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Neurologista especializado em dor, sono e disturbio do movimento (Parkinson e tremor).








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