Hérnia de Disco e Dor

Hérnia de Disco e Dor – Quando Operar Hérnia de Disco


Se você quer saber sobre Hérnia de Disco e Dor, quando ela causa ou não dor, qual é a relação entre elas, fique até o final deste artigo que o Dr. Victor Rossetto, neurocirurgião funcional (responsável pela melhora da função das pessoas, tanto de Dor quanto de Distúrbios do Movimento e Epilepsia), especialista em Dor e Coluna, e que faz parte do corpo clínico da Clínica Regenerati e é médico assistente do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo, vai explicar sobre o tema hoje.

Hérnia de Disco e Dor

Quase todo mundo conhece alguém ou já passou pela situação de ter uma dor nas costas ou dor nas costas que vai para perna, chamada lombociatalgia, e fazer aquele exame que vem com uma hérnia de disco, e pensar: “nossa, estou com uma hérnia de disco, o que fazer? Vou ter que operar, o que acontece?”.

Principais Dúvidas

Eu acho que algumas questões nesse tema têm que ser levantadas que são:

  1. A hérnia de disco dói? Vamos saber se toda hérnia de disco dói.
  2. Se a hérnia de disco dói, como é a dor dela?
  3. Será que toda dor nas costas que tem uma hérnia de disco vem dela?
  4. Qual é o tratamento? Temos uma hérnia de disco, que está doendo, toda vez tem que operar? Não, temos que ver se realmente acontece.
  5. Se tiver que operar, qual o prognóstico? Será que vou ter sequela? Será que vai ser um bom resultado?

Então, vamos para essas perguntas.

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Dor Resultante de uma Hérnia de Disco

Hérnia de disco e dor, toda hérnia de disco dói?

Não. Tem um trabalho com pacientes assintomáticos, então foram pessoas que fizeram a ressonância só para ver o que encontravam, mas não tinham queixa de dor. E elas foram divididas por faixa etária, mais ou menos entre 20, 40 anos, é muito próxima, e por volta de 30% têm hérnia de disco e nem por isso estão se queixando de dor.

Vai aumentando com a idade, então quanto mais velha a pessoa vai ficando, maior a chance de encontrar uma hérnia de disco, chegando nos 40%, quase 50% nas pessoas de 70, 80 anos de idade.

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Ou seja, hérnia de disco não é igual a dor. Hérnia de disco pode estar presente em uma pessoa com dor ou não também, e isso são questões diferentes. Então, respondemos a primeira pergunta: nem toda hérnia de disco dói.

Hérnia de Disco Pode Doer?

Sim, a hérnia pode comprimir um nervo, uma raiz no caso, que vai se juntar ao nervo e vai para a perna. Com isso, a pessoa vai ter um quadro de lombociatalgia, uma dor das costas que corre para a perna.

Tem uns sinais de irritação radicular, de que o nervo não está funcionando muito bem, o pé pode ficar mais fraco, a perna pode ficar mais fraca, pode ter dificuldade para urinar, alteração de sensibilidade, de reflexo. Assim, temos alguns sinais de que aquele nervo não está com funcionamento adequado.

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E temos a dor que se manifesta no território dele. Então, a dor da hérnia de disco é uma dor que nós chamamos de radicular.

Tipos de Dor

Ok, definimos que têm casos de hérnia de disco que doem. Agora, definimos o tipo da dor, porque nem toda dor nas costas, nem toda dor que vai para perna, é de hérnia de disco, têm muitas pegadinhas nesses casos. Dores musculares simulam muito as dores de hérnia de disco, dor que vai para perna, parecem bastante, mas com o exame físico detalhado consegue ser diferenciado.

O Tratamento é Sempre Cirúrgico?

E vamos para o ponto: hérnia foi identificada; o que fazer?

O primeiro tratamento é analgesia, remédios para dor; muitas vezes são anti-inflamatórios e reabilitação.

Então, o tratamento é clínico, não é o cirúrgico a primeira opção. Grande parte dos pacientes, na verdade, em um ano, quase 80% deles, vão ficar controlados da dor.

Logo, o tratamento clínico é muito efetivo, a maioria dos pacientes vai se beneficiar desse tratamento.

Quando Operar?

Mas existe a possibilidade de operar a hérnia de disco, próxima questão?

Sim e qual é a indicação em uma cirurgia para uma hérnia de disco? Como explicamos, 80% dos pacientes que têm uma hérnia de disco vão melhorar da dor, fazendo ou não uma cirurgia.

E quando comparamos o grupo da cirurgia e o que não operou, os dois têm o mesmo resultado em um ano. A diferença é que quem opera tem uma melhora mais rápida da dor, mas depois é a mesma coisa em controle de dor. Alguns trabalhos até sugerem que depois de dois, três anos, o grupo que não operou tem um melhor controle de dor do que o grupo que operou.

Mas, existem situações em que a cirurgia é mandatória. Casos de urgência, quando o nervo está comprimindo, sofrendo e perdendo a função, fazem com que pensemos em uma cirurgia, que é o caso da famosa síndrome da cauda equina.

O que é isso? Uma hérnia pode ocupar o espaço do canal medular e comprimir os nervos da chamada cauda equina, que controla o controle de urina, evacuação, para termos a sensibilidade do períneo. E quando tem uma alteração dessa parte, se torna uma urgência, tem que ser resolvida em 24 horas.

Temos outros casos que não são tão urgentes, mas precisam ser resolvidos rapidamente, como a pessoa que perde função na perna. Então, o paciente tem uma dor e de repente começa a ficar com uma pequena fraqueza na perna, que é até tolerável, podemos até esperar um pouco, mas se ele começa a perder muito a função, força grau 3, se torna um caso cirúrgico, tem que ser operado para preservar a sua função.

E por fim, os casos de dor crônica refratária. O paciente teve aquela dor ou até mesmo um caso de dor, aguda, muito intensa, não está melhorando com nada, está aquela dor incapacitante, já passaram as seis semanas e continua com a dor muito intensa, pode-se fazer um bloqueio; o bloqueio não segurou a dor do paciente? Caso de indicação para uma cirurgia.

Qual Cirurgia?

E nós temos que cirurgia? Qual a cirurgia que vamos fazer para um caso de hérnia de disco?

Existem algumas abordagens: a discectomia, que é mais invasiva; a microdiscectomia, que é uma cirurgia menos invasiva, por microscópio; e temos as cirurgias minimamente invasivas, as endoscópicas, que é o que está crescendo muito no momento.

Qual é a vantagem de se fazer uma cirurgia aberta, mais invasiva? Se consegue retirar o material herniado, que saiu do disco, e uma margem de segurança de material.

Só a hérnia retirada chama sequestrectomia, mas quando fazemos a discectomia, retiramos o disco intervertebral, fazemos como uma margem de segurança, retiramos mais material. E isso diminui a chance de recidiva, de retorno da hérnia, mas é muito mais agressivo, mais lesão aos tecidos.

Já as cirurgias menos invasivas, pode ser a microdiscectomia ou a sequestrectomia por endoscopia, têm maiores chances de recidiva, não muito absurda, mas é um pouco maior, porém a agressão aos tecidos é muito menor, recuperação mais rápida.

A cirurgia endoscópica é feita com uma anestesia mais simples, um corte pequeno, uma recuperação mais rápida do paciente – isso faz com que o retorno à normalidade seja mais rápido.

Tem que Colocar Parafuso?

Geralmente, não. Só se for detectado um caso de instabilidade na coluna, mas na grande maioria dos casos não é necessário, apenas descomprimir aquele nervo que está sofrendo.

A questão de quanto menos, melhor. A questão é liberar aquele nervo para que pare de ter dor. Então, quanto menos invasivo, nos casos de hérnia de disco, melhor.

E mais importante: o diagnóstico adequado. Por quê? Tratamentos de coluna inadequados podem levar a síndrome pós-laminectomia, que leva à dor crônica e começa o paciente a ter que ficar pingando de médico em médico, procurando ajuda para aquela dor que opera, não melhora e parece que não vai ter fim – mas sempre há um tratamento.

Conclusão

Então, a nossa conclusão é: a hérnia de disco é na sua maioria conservadora, não é de outro planeta, em que “nossa, vai operar e perder função, vai ficar de cadeira de rodas”, mas tem os seus casos cirúrgicos.

Apesar de ser um tratamento de em sua maioria conservadora, também existe a possibilidade das cirurgias.

Assista ao vídeo e saiba mais:

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Mais Informações sobre este assunto na Internet:

Sobre o Autor:
Victor Rossetto Barboza

CRM: 136.078
RQE:61.813-1

Neurocirurgião do Grupo de dor do HC-FMUSP e Leforte. Especialista em cirurgia da dor, cirurgia do Parkinson, cirurgia Epilepsia e dor Oncológica.








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