Como o Coronavírus Afeta o Coração

COVID-19 – Como o Coronavírus Afeta o Coração


Como o Coronavírus Afeta o Coração. Se você quer saber quais são as relações entre o vírus da COVID-19 e o sistema cardiovascular e o coração, fique até o final deste artigo que o Dr. Roger Oliveira, cardiologista da Clínica Regenerati, clínico geral e que trabalha nos Hospitais Albert Einstein e Oswaldo Cruz, irá explicar mais sobre isso.

Vamos falar, hoje, sobre um assunto muito atual: a COVID-19 e sua relação com as doenças cardiovasculares e sintomas cardiovasculares no geral.

COVID-19 Pode Prejudicar o Coração?

As pessoas sempre perguntam, os pacientes perguntam: existe relação, a COVID-19 pode prejudicar o coração? Então, vou falar um pouquinho sobre isso: existe relação direta e indireta entre as doenças cardíacas e esse novo vírus, a COVID-19.

Os coronavírus existem desde 1960, mas esse tipo atual, a COVID-19, nós estamos ainda aprendendo bastante coisa sobre ele e temos percebido que tem um acometimento muito mais sistêmico, ou seja, ele pega vários órgãos, vários sistemas diferentes de outros vírus que conhecemos.

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Então, o que a COVID-19 pode fazer no coração? Ela pode causar inflamação do músculo cardíaco, que chamamos de miocardite; prejudicar causando arritmias – se o paciente já tem, pode piorar algumas arritmias; predispor alguma formação de trombos de coágulos, prejudicando os vasos sanguíneos do coração e do corpo; e também pode causar outras complicações, como choque, que quer dizer a queda da pressão do paciente.

Assim sendo, há uma ação direta do vírus e também uma ação que pode ser indireta, ou seja, se o paciente tem uma doença cardíaca, hipertensão, insuficiência cardíaca, alguma doença das coronárias, que chamamos infarto, angina, se ele já tem esses problemas, o vírus pode piorar esses problemas pré-existentes.

Logo, existe uma relação direta e indireta do vírus e os pacientes cardiopatas, ou seja, quem tem doenças cardíacas, apresenta um risco maior de ter problemas mais graves ou mesmo de vir a falecer pela doença.

Medicamentos Experimentais Para Combater a COVID-19 Podem Afetar o Coração?

Outra coisa também que os pacientes, as pessoas, perguntam é se os medicamentos experimentais, que são usados atualmente para o tratamento da COVID-19, podem prejudicar ou afetar o coração.

Com certeza podem, principalmente, eu vou dar destaque aqui a uma coisa bastante atual, que sabemos que tem muitas evidências contrárias à mesma, mas que tem sido usada de qualquer forma por muitas pessoas, que seria: a cloroquina, a hidroxicloroquina e também a azitromicina.

Dependendo dessa associação, você pode ter um risco maior de arritmias, até mesmo de arritmias fatais. Essas medicações impregnam no coração, alteram o eletrocardiograma do paciente e se for mesmo optado pelo uso dessas medicações, tem que ser monitorado e prescrito por algum médico, e realmente tem que existir uma certeza do que estamos fazendo.

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Uma vez optado pelo uso dessas medicações, cloroquina, hidroxicloroquina ou associação delas com a azitromicina, você pode estar levando a um aumento do risco de arritmias. Então, isso tem que ser bem combinado entre os pacientes e o médico.

Pessoas com Doenças Cardíacas Pré-Existentes Estão Mais Propensas a Terem Complicação com a COVID-19?

E mais uma pergunta que os pacientes fazem com muita frequência é se as pessoas que têm doenças cardíacas pré-existentes, como eu falei já, hipertensão, outras doenças crônicas, como diabetes; doenças cardiovasculares, como infarto, angina, AVC ou mesmo insuficiência cardíaca; estão mais propensas a terem complicações com COVID-19.

Sabemos, por dados atuais, que mais ou menos 40% dos pacientes internados têm algum tipo de doença cardiovascular ou cerebrovascular. E dos pacientes que pegam a COVID-19 e evoluem para óbito, ou seja, os que falecem, cerca de um terço deles tem algum tipo de doença cardiovascular. Portanto, a doença cardíaca com certeza é um fator de risco bem estabelecido para complicações dos pacientes que têm COVID-19.

Assim sendo, é importante lembrar das medidas preventivas que são fundamentais para os pacientes cardiopatas: se manter em isolamento, uso de máscaras, a lavagem das mãos, não ficar tocando o rosto. E principalmente para esses pacientes, essas medidas são fundamentais.

Então, venho aqui agradecer a vocês por terem lido este artigo. E se gostaram deste conteúdo, não se esqueçam de curtir o nosso artigo e de compartilhar com outras pessoas que vão gostar deste assunto.

Assista ao vídeo e saiba mais:

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Sobre o Autor:
Roger Pereira de Oliveira

CRM: 132.720

Cardiologista no Hospital Israelita Albert Einstein e no Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Especialista em hipertensão, insuficiencia cardiaca, arritmia, doença coronariana e clínica médica.







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