Cefaleia Tensional

Cefaleia Tensional – O que é?


Cefaleia Tensional. O tema de hoje é abordado pela fisioterapeuta Carolina, que é especialista na área de Neurologia – mais precisamente em Neurologia Clínica. Além disso, ela tem mestrado em Doença de Parkinson e também é especialista em Dor Crônica, pelo Hospital das Clínicas.

Neste artigo, serão respondidas algumas dúvidas sobre Cefaleia Tensional, como ela acontece e de que forma a fisioterapia age no tratamento para conseguir incluir esse indivíduo da maneira mais adequada no seu dia a dia.

O que é a Cefaleia Tensional?

A cefaleia tensional é uma dor, na região da cervical e da cabeça, gerada por tensões musculares. Isso, porque os músculos estão se contraindo de uma maneira equivocada, o que acaba gerando processos inflamatórios, e consequentemente, a dor.

Ela pode ser em pontada, latejante ou em peso, o que acaba tornando os movimentos um pouco mais limitados e deixando hipervigilante aquela dor, e o paciente muito mais ansioso.

Relação Entre a Enxaqueca e os Músculos, os Tendões e a Postura

Na verdade, o que vemos na prática clínica é que as pessoas que têm cefaleia tensional são acompanhadas também por uma alteração biomecânica, em que as musculaturas acabam tendo um desequilíbrio na sua atuação. Então, tanto as formas de andar, de pisar, de se equilibrar e de fazer determinado exercício, quanto a postura de dormir, acabam gerando compensações e aumentando o nível de dor.

Logo, todo o processo de tratamento da fisioterapia não vai só aliviar a tensão muscular da cervical. Ela tem como intuito reeducar essa biomecânica, para o paciente reaprender a andar e a fazer os movimentos corretos, e assim parar de compensar essas musculaturas, ativando ainda mais a via de dor.

Portanto, vai desde conceitos de educação, em que passamos para o paciente o que é dor, como ele vai lidar com ela e como é a questão de controlar o nível da dor – não necessariamente ela precisa estar zerada para que se possa ter uma vida funcional – até a reeducação do movimento. Ou seja, com isso, ele vai acabar ganhando força muscular e alongamento, potência, equilíbrio e melhorando a flexibilidade até chegar no ganho da função.

Quando atingimos esse objetivo em determinado movimento, por exemplo, sentar e levantar, caminhar ou tomar banho ou se vestir, reagir a determinadas situações, acabamos aumentando a sua independência e a sua funcionalidade no dia a dia. Ou seja, conseguimos controlar o padrão de dor e devolver ao paciente uma melhor qualidade de vida e atividade, e reintegrá-lo na sociedade de uma maneira mais efetiva.

A Dor do Músculo Pode Ser Gatilho Para a Enxaqueca?

A dor muscular ou a tensão miofascial pode gerar algumas dores referentes. Ou seja, o ponto gatilho está em um determinado músculo, mas a dor é sentida em outro local. Então, se temos uma musculatura mais tensionada, vamos aumentar a referência dessa dor e, consequentemente, elevar o nível da possível dor de cabeça que vai ser sentida, que seria a cefaleia tensional.

Mas, quando estamos com o índice em uma intensidade de dor aumentada, com um estímulo de perigo permanente e constante no nosso sistema, o nosso corpo tende a ficar 100% do tempo em alerta e isso facilita para que outros episódios de dor acompanhem a cefaleia tensional ou vice-versa. Então sim, a cefaleia tensional pode servir como um gatilho da presença da crise de enxaqueca.

Trabalhar os Músculos Pode Ajudar a Prevenir Dores de Cabeça?

Se deixarmos o equilíbrio biomecânico do corpo mais adequado, conseguimos melhorar a ação muscular. E, com isso, somos capazes de aliviar as sensações de dor e de reagir melhor a cada movimentação. Então, toda a questão de força correta e de destreza de movimento, conseguimos controlar para reagir melhor à determinada tarefa que queremos fazer.

Mas, para conseguir esse equilíbrio biomecânico, utilizamos algumas técnicas. Pode ser tanto de terapia manual – para aliviar esses pontos gatilhos e, assim, amenizar esse processo inflamatório –, quanto a melhora da percepção do corpo, trabalhando muito a propriocepção, o equilíbrio e a reeducação dos exercícios.

Então, podemos usar exercícios de carga e circuitos de movimento. E também conseguimos utilizar recursos de eletroestimulação para alívio da dor e para melhora do movimento. Além disso, podemos usar a própria adaptação da rotina diária do paciente; ele nos traz o que tem de dificuldade e adaptamos toda a fisioterapia com o foco nessas atividades.

Prevenção da Dor de Cabeça

Se conseguirmos manter uma atividade física constante e que melhore a atuação dos neurotransmissores, de dopamina e o condicionamento físico, todo o nosso corpo fica mais equilibrado e com isso, todo o nosso sistema inflamatório também fica mais regulado. Então, conseguimos diminuir ou minimizar esses estímulos de perigo do nosso cérebro, e consequentemente, reduzir o limiar de dor.

Além disso, o exercício físico é um ótimo tratamento para a melhora da nossa percepção e da consciência corporal. Mas o que é isso? No nosso cérebro, temos a representação de toda a musculatura e de todo o nosso corpo. Toda vez que trabalhamos mais os exercícios e as reações motoras, e os ganhos de funcionalidade, também aumentamos a atividade neuronal. E com isso, melhoramos toda a representação do nosso cérebro.

Logo, quando precisamos de uma musculatura para determinada tarefa, ela vai ser mais facilmente ativada e com menos compensações. Então, ajudamos com o treino da musculatura, para na hora do dia a dia, quando precisarmos dessa atividade, termos uma memória mais rápida para conseguirmos fazê-la de uma maneira mais efetiva.

Se tiver alguma questão, pode comentar que vamos responder todas as dúvidas com relação à cefaleia tensional. E se você gostou desse artigo, compartilhe-o com as pessoas que se interessam pelo assunto.

Assista ao vídeo abaixo e saiba mais sobre a cefaleia tensional:

Mais Informações sobre Cefaleia Tensional na Internet:

Sobre o Autor:
Carolina Favarin Soares

CREFITO-3: 229104-F

Fisioterapeuta especialista em doenças neurológicas(Parkinson, AVC, Neuropatia, disturbios da marcha), dor crônica (Dor miofacial, dor muscular) e distúrbios do sono.







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