Tratamento Cirúrgico da Estenose de Canal Lombar

Estenose de Canal Lombar – Tratamento Cirúrgico da Estenose de Canal Lombar


Alguém já ouviu falar sobre a Estenose de Canal Lombar e causas para cirurgia da coluna lombar? É um tema delicado e, muitas vezes, muito mal abordado pelos médicos que normalmente costumam ter interesses excessivos financeiros e de excesso de materiais nesse tipo de cirurgia.

Aqui na Clínica, nós fazemos as melhores práticas possíveis e cirurgias minimamente invasivas. E quem vai falar mais sobre o tema é o Dr. Victor Rossetto Barboza, neurocirurgião, especialista em Dor e que tem prática com uma cirurgia minimamente invasiva e praticamente não utilizando parafusos.

O Dr. Victor Rossetto atende na área de neurocirurgia funcional, uma parte que trata dos distúrbios do movimento, da dor e da epilepsia, é membro da Clínica Regenerati, da equipe multidisciplinar de Dor, e também médico assistente do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Tratamento Cirúrgico da Estenose de Canal Lombar

A estenose de canal lombar é um estreitamento de uma via natural que é o canal lombar, por onde passam as raízes nervosas que vão da medula para os membros inferiores. Quando ocorre esse estreitamento, ele pode resultar em compressões desses nervos e com isso, o paciente pode apresentar um quadro de dor ao caminhar e nas costas, que é conhecido como claudicação neurogênica.

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Esse teste auxilia a determinar se uma dor é neuropática ou não.

Quais São os Sintomas de Estenose de Canal Lombar?

É muito importante diferenciar esse quadro de outro que se chama claudicação vascular.

Na claudicação neurogênica, os nervos vão doer porque quando o paciente caminha, falta suprimento sanguíneo para os nervos que estão apertados e vai ter uma dor nas pernas; uma dor vascular se irradiando pelas pernas.

Já na claudicação vascular, o problema é: o sangue não chega adequadamente nas pernas por uma obstrução de vasos que vão para as pernas e com isso, o paciente faz um esforço; o músculo precisa de sangue e começa a doer porque não chega aquele sangue suficiente.

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Temos dicas do exame físico, em que conseguimos ver os pulsos ou não, se tem sangue chegando na perna e também dicas da história. Constatada uma claudicação neurogênica, o primeiro tratamento vai ser conservador: com reabilitação, analgesia, podem até ser feitos alguns bloqueios para o paciente tolerar a reabilitação.

Nos casos refratários, há uma discussão: cirurgia. Então, reservamos a cirurgia para aqueles casos em que não estão conseguindo fazer a reabilitação, ter melhora e a dor vem piorando – é uma doença degenerativa, então ela vai piorando ao longo do tempo.

Quando Operar?

Agora, qual cirurgia realizar? Essa é uma grande discussão. Vem caindo muito o uso de próteses na cirurgia de coluna. Um trabalho sueco da New England revolucionou essa visão sobre o uso de artrodese, que é parafusar, basicamente, a coluna para o tratamento da estenose de canal lombar.

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Era uma prática disseminada que se acreditava que estenose de canal lombar com espondilolistese – que é o escorregamento de uma vértebra sobre a outra – seria uma coisa instável; temos que fazer uma descompressão ampla, então teria que colocar parafuso para deixar a coluna estável novamente.

Deve Ser Realizada a Fixação com Parafusos (Artrodese)?

Mas o que nós aprendemos com os trabalhos, o sueco principalmente? Não é necessário o uso de parafusos nos casos de estenose de canal lombar na sua maioria. Mesmo que tenha o escorregamento de uma vértebra sobre a outra, que é muito comum na estenose de canal lombar, que chama espondilolistese, se é um escorregamento fixo – ele já escorregou e fixou naquela posição – não é necessário colocar o parafuso que aumenta o tempo cirúrgico, a morbidade, a dor pós-operatória, a internação e sangramento.

Então, que cirurgia escolher? Se há uma estenose de canal lombar em um paciente que tem uma espondilolistese fixa, um escorregamento fixo, fazemos um raio-X, que chama raio-X dinâmico.

Não está escorregando uma vértebra sobre outra e tem o sintoma de claudicação neurogênica refratária, nós fazemos uma cirurgia chamada laminectomia: retiramos a parte posterior da coluna, que chama lâmina, e essa retirada não implica, na grande maioria das vezes, em uma complicação a mais para o paciente.

Isso revolucionou, pois as pessoas mais acometidas por estenose de canal lombar são as mais idosas e justamente elas teriam que passar por uma cirurgia muito grande de colocação de pinos e parafusos, uma cirurgia com muita morbidade.

E, com esses novos conceitos, nós conseguimos fazer cirurgias minimamente invasivas; pequenos cortes; descompressão apenas da área comprimida; não vamos colocar parafuso; vamos fazer uma cirurgia mais rápida; com menos sangramento e complicações; alta mais precoce. Ou seja, menos complicação no grupo mais acometido que são os idosos.

Portanto, a estenose de canal lombar, que tinha um tratamento muito temido, cirúrgico, agora passou a ter um tratamento e melhor qualidade de vida para quem é afetado por ela.

Assista ao vídeo e saiba mais sobre o tratamento cirúrgico para estenose do canal lombar:

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Mais Informações sobre este assunto na Internet:

Sobre o Autor:
Victor Rossetto Barboza

CRM: 136.078
RQE:61.813-1

Neurocirurgião do Grupo de dor do HC-FMUSP e Leforte. Especialista em cirurgia da dor, cirurgia do Parkinson, cirurgia Epilepsia e dor Oncológica.








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