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Narcolepsia. Se você teve ou conhece alguém que tem ou tenha tido sonhos muito realistas, parecendo que confunde a realidade com o sonho, no início do sonho ou no final do sono, essas são as...

Narcolepsia. Se você teve ou conhece alguém que tem ou tenha tido sonhos muito realistas, parecendo que confunde a realidade com o sonho, no início do sonho ou no final do sono, essas são as chamadas Alucinações Hipnagógicas, em que a pessoa acaba parecendo que vê um sonho de verdade ou a realidade está em forma de sonho.
Então, se quiser saber mais sobre as alucinações hipnagógicas, o que são, o que causam, como entendê-las, fique até o final deste artigo que a Eliane Aversa, psicóloga clínica, especialista em Sono, que trabalha com Terapia Cognitivo-Comportamental para atendimento de adultos, casais e transtornos do sono, principalmente os ligados às insônias, vai explicar sobre esse tema.
Hoje, nós vamos abordar sobre alucinações, que são fenômenos da percepção alterada. Normalmente, ocorrem durante a vigília, o período em que estamos acordados.
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Elas podem ser de várias maneiras, como visuais: as pessoas comentam, contam, descrevem que estão vendo coisas dentro do quarto, pessoas, animais, por exemplo.
Podem ser gustativas: comentar que sentiram paladares, olfatos diferentes, tudo aquilo que não está no ambiente. Até sensações táteis, como coisas passando pelo seu corpo, em contato com a pele, por exemplo.
E essas alucinações também podem ocorrer próximas ao horário do sono. Então, usamos o termo ‘Hipnos’, que é um deus grego, da mitologia grega, é o deus do sono, a própria personificação do sono.
Portanto, quando se tem alucinações da vigília para o sono, são chamadas de hipnagógicas. E quando são na transição do sono para vigília, são chamadas de hipnopômpicas.
E uma dessas doenças, assim, que tem esse tipo de alucinação, que é bastante frequente, é chamada de narcolepsia. É uma doença ainda pouco conhecida não só pela população como também entre aqueles médicos que não são especializados em Sono – é muito frequente não ser do conhecimento de todos.
E a pessoa tem, dentro dessa doença, a primeira característica, uma sonolência excessiva diurna muito grande, com crises de sono, como verdadeiros ataques de sono mesmo, independentemente de ter dormido bem durante a noite, de um modo geral.
Esses pacientes têm muitos prejuízos sociais, por quê? Porque são considerados estudantes indolentes, profissionais preguiçosos e isso dá muito problema na qualidade de vida deles e na parte social.
Portanto, dentro da narcolepsia, nós vamos encontrar: sonolência diurna – descrevendo que é muito forte e praticamente todos os pacientes têm. Pode ter cataplexia, que é uma perda de tônus muscular, em que a pessoa, frente a uma emoção, sente uma fraqueza muscular, perdendo esse tônus, e amolece.
Então, normalmente, tem um conteúdo emocional associado. “Vou contar uma piada, ela ri muito, recebe um susto, uma notícia ruim, o choro pode desencadear também”.
Pode ocorrer paralisia do sono; é uma sensação bem desagradável: um dia, a pessoa acorda e não consegue se movimentar, uma parte do cérebro ficou acordada e a outra, não. Tem a consciência, mas os movimentos não conseguem ser atribuídos de uma maneira rápida, instantânea – mas isso passa de segundos a alguns minutos.
E a pessoa que tem narcolepsia também vai ter o sono fragmentado, não tem o sono muito bom durante a noite por conta de agitação, e também despertares frequentes. E vamos encontrar as alucinações, que é o tema de hoje, tanto as hipnagógicas quanto as hipnopômpicas. Então, nos dois estágios de transição: da vigília para o sono e do sono para a vigília – isso acontece com bastante frequência nesse sono todo não reparador que as pessoas têm.
Para fazer o diagnóstico de narcolepsia, primeiro, o médico vai realizar uma avaliação clínica, vai escutar as queixas do paciente em relação a alguns desses sintomas.
É aplicada uma escala de sonolência, chamada escala de sonolência de Epworth, em que são medidas, de zero a 24 pontos, quais são as possibilidades de cochilar dependendo daquilo que é mostrado para a pessoa em determinadas circunstâncias. E a partir de oito pontos, já é considerada uma sonolência excessiva diurna importante.
Normalmente, se faz também uma polissonografia para registrar todo o sono noturno para ver se tem outros comprometimentos. E em seguida, se realiza um Teste das Múltiplas Latências do Sono.
Ou seja, a pessoa dorme a noite toda no laboratório, faz a polissonografia e, no dia seguinte, é colocada em cinco oportunidades de sono, com intervalos de duas horas entre cada chance de dormir, que são apresentadas para o paciente.
Então, o que pode acontecer? A pessoa pode adormecer rapidamente e já registrar sonhos; a latência do sono, período para o sonho, é muito curta nesses pacientes com narcolepsia. Se a pessoa permanecer acordada por mais de 20 minutos, é retirada do teste.
Foi feito o diagnóstico, se percebeu algumas dessas alterações, então, para o tratamento, é importante fazer um diário de sono, em que a pessoa registra, todos os dias pela manhã, como acha que foi o sono durante a noite e se teve esses episódios também diurnos.
Precisa orientar muito bem o paciente para não correr risco de morte com esses ataques de sono. Uma orientação para a família é também bastante importante; fazer uma higiene do sono, alterar alguns hábitos que vão ajudá-lo a reconhecer que tem essa doença e o que pode ser modificado.
Normalmente, cochilos programados para evitar essa sonolência que aparece durante o dia. E o acompanhamento médico é essencial, com medicamentos, e psicológico também para a pessoa conseguir manter o equilíbrio mediante a essa doença.
O importante de tudo isso é fazer um diagnóstico correto, porque, muitas vezes, as pessoas são tratadas muito tardiamente – normalmente, tem esse histórico – e passam a sofrer por muito tempo, alterando toda a qualidade de vida desses pacientes.
Então, isso é o que tínhamos para explicar para vocês hoje, mostrar que existe a narcolepsia, que as alucinações estão muito presentes, assim como esses outros sintomas.
Se você se identificou com esse quadro ou conhece alguém que passa por algum desses sintomas, nós orientamos a procurar os especialistas em Medicina do Sono. E se gostou deste conteúdo, deixe o seu like.
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