Sono Depois do Almoço – Como Lidar com o Sono Pós-Almoço
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Se você quer saber o que são os Espasmos Musculares ou as Contrações Musculares Involuntárias, fique até o final deste artigo, porque o Dr. Willian Rezende do Carmo, médico neurologista, fun...

Se você quer saber o que são os Espasmos Musculares ou as Contrações Musculares Involuntárias, fique até o final deste artigo, porque o Dr. Willian Rezende do Carmo, médico neurologista, fundador da Clínica Regenerati e que no seu canal do YouTube fala sobre Dor, Parkinson, Emoções, Neurologia Geral e Neurociências, vai abordar sobre isso.
Contrações musculares involuntárias, as chamadas espasmos, puxões, fisgadas, contraturas, pulos, susto no músculo – até isso tem esse nome –, são uma contração rápida do músculo, com um relaxamento imediato em seguida, de maneira involuntária. Ou seja, a pessoa contrai o músculo sem querer; ela está normal e dá um pulinho o músculo.
Isso para fazer oposição à câimbra, que é uma contratura sustentada, em que o músculo contrai e mantém-se contraído, você tem que puxar para poder desfazê-la.
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A causa mais comum da contratura involuntária ou do espasmo é a atividade física extenuante. Todo mundo já viu que quando fez muito exercício, uma atividade física muito extenuante, especialmente se não hidratou bem, o músculo fica dando uns pulinhos, contraindo involuntariamente.
Especialmente, após ter feito muito esforço, todo mundo sabe, quem já fez academia, quando puxou o peso novo, botou a mais, que o músculo fica dando aquelas contraturas involuntárias, principalmente, se também está desidratado. Por exemplo, a pessoa fez uma corrida ou andou de bicicleta, não se hidratou adequadamente, é comum de se ver o músculo contraindo involuntariamente.
Mas não é essa que preocupa todo mundo, não é essa que faz você digitar no YouTube querendo saber sobre espasmos musculares.
As causas mais comuns fora essa, que são secundárias, do dia a dia da pessoa, envolvem:
Existem também causas mais raras de contraturas e espasmos musculares.
Mas antes disso, escreva nos comentários o que você está achando do nosso artigo sobre os espasmos musculares e as contraturas involuntárias.
Das causas mais raras de espasmos musculares estão desde esclerose lateral amiotrófica, a temida doença do Stephen Hawking, que ficava na cadeira todo atrofiado, a doença pode começar com músculo dando pulinho, contraturas – isso é uma das manifestações iniciais da esclerose lateral amiotrófica – e é progressiva, contínua; junto de fraquezas é a doença do neurônio motor superior e inferior.
Além da esclerose lateral amiotrófica existe a Síndrome de Isaac, que é uma doença autoimune dos nervos periféricos que pode também causar espasmos – muito rara essa doença.
Lúpus também pode causar inflamação dos músculos e contraturas involuntárias. E até a esclerose múltipla, que causa a inflamação no cérebro e pode afetar os movimentos dos membros. Tipicamente mais por faltar movimento, mas na recuperação pode a pessoa ter certos tipos de tremores que lembram o espasmo ou as pequenas contraturas musculares.
E o diagnóstico, como é realizado? De longe, o diagnóstico mais comum de quando alguém vem no consultório preocupado porque tem algum músculo contraindo é uma somatória de elementos, especialmente estresse crônico, ansiedade, privação de sono, excesso de café e desidratação – esse pacotinho é super comum.
Quem já não viu o colega do trabalho, que está todo estressado, tomando café toda hora, não bebe água, não bebe líquido, não toma sol, não toma vitamina D, dorme pouco, dorme mal e fica todo cheio de contraturas involuntárias? De longe essa é a causa número um de contraturas involuntárias musculares, o que se resolve muito bem e facilmente.
E os demais diagnósticos? Quando é pertinente, eu peço exames de ressonância nuclear magnética do encéfalo e da coluna, eletroneuromiografia e exames de sangue para o diagnóstico diferencial de outras patologias que possam causar espasmos e contraturas musculares involuntárias.
O tratamento número um é retirar os elementos agressores, que é o mais comum. Se eu ponho o paciente para dormir melhor, diminuo a sua ansiedade; ele se hidrata mais; reponho vitamina D; ponho um pouquinho de magnésio, resolve muito bem a grande maior parte dos casos.
E o importante é tratar os determinantes causais do estresse crônico e da ansiedade, porque se não trata isso em sua raiz, daqui a pouco, a pessoa está repetindo os mesmos elementos que a levaram a tal desfecho.
E demais patologias são tratadas conforme cada tipo de problema. Se é uma deficiência de cálcio, dou tratamento específico; se tem uma doença autoimune, faço o tratamento específico; se é uma doença muscular, igualmente e assim por diante.
Se conhece alguém que vive dando pulinho nos músculos, está todo estranho, envie o link deste artigo para ele, pois pode estar ajudando-o a reconhecer os problemas que tem, e, às vezes, nem percebe, e a ter uma solução de uma maneira definitiva.
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