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Se você quer saber sobre Memória, o que a prejudica, o que ajuda, saber mais dicas de como otimizar e melhorar a memória, fique até o final deste artigo, porque o Dr. Willian Rezende, médico...

Se você quer saber sobre Memória, o que a prejudica, o que ajuda, saber mais dicas de como otimizar e melhorar a memória, fique até o final deste artigo, porque o Dr. Willian Rezende, médico neurologista e que no seu canal do YouTube fala sobre Dor, Sono, Parkinson, Emoções e Neurologia Geral, vai abordar sobre isso.
A memória é extremamente importante no dia a dia de todo mundo.
E temos que saber, primeiro, como é formada. A formação dela é um processo complexo que envolve diferentes estruturas cerebrais com mecanismos moleculares. Em termos simplificados, podemos dividir a formação da memória em três etapas principais.
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A principal é a aquisição ou a codificação. A informação sensorial que é captada pelos nossos sentidos, visão, audição, tato, todos os sentidos, é transformada em sinais elétricos e são transmitidos pelos neurônios e esses vão até o cérebro. Esses sinais ativam a rede neural específica onde a informação é processada e codificada.
Pessoas com perda auditiva, TDAH, depressão e ansiedade podem ter dificuldade nessa fase, porque têm dificuldade na atenção ou no próprio canal de comunicação propriamente. Todos esses podem dificultar a formação da memória.
Se a pessoa conseguiu adquirir a informação, o próximo passo é a consolidação / o armazenamento. A informação codificada é gradualmente armazenada em diferentes regiões do cérebro, principalmente no hipocampo e córtex cerebral.
Durante a consolidação ocorrem mudanças estruturais e funcionais nas conexões entre os neurônios, que são as sinapses, fortalecendo as redes neurais associadas àquela memória.
O sono desempenha um papel crucial nessa etapa. Os distúrbios da apneia do sono, a insônia, o sono fragmentado, podem prejudicar a consolidação da memória.
E a terceira etapa é a evocação / recuperação. Quando precisamos acessar uma memória, as redes neurais associadas a elas são reativadas, permitindo que a informação seja recuperada e trazida à consciência. A evocação pode ser desencadeada por estímulos internos, como pensamentos e emoções, ou externos, como cheiros e sons. E doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer; deficiências nutricionais, como deficiência da B12; ou acidentes vasculares cerebrais, o AVC, podem afetar a capacidade de evocação.
Às vezes, a pessoa já no passado ou em algum outro momento adquiriu a memória, armazenou e agora não consegue evocar mais, não consegue puxar mais do HD para usar. Muitas vezes, o paciente queixa de memória, mas, às vezes, o problema está lá na aquisição.
Por exemplo, se ele não prestou atenção naquele momento onde estava adquirindo uma nova informação, não vai lembrar porque nem sequer adquiriu, não teve aquisição. Por exemplo, não prestou atenção onde deixou a chave, então, quando vai tentar lembrar onde deixou, ele fala “nossa, eu não tô conseguindo lembrar”. Claro, porque não teve uma atenção adequada no momento da aquisição daquela memória.
É importante destacar que a memória não é um processo passivo de armazenamento de informações, não é que nem um HD, um computador, em que você estoca de uma maneira invariável, mas, sim, um processo ativo e dinâmico de reconstrução. Cada vez que evocamos uma memória, ela pode ser modificada e rearmazenada de forma ligeiramente diferente, não é um processo exato como um computador.
Você que está lendo o artigo, escreva nos comentários o que acha sobre essas etapas da formação de memória. Acha que já viu alguém com alguma etapa dessas prejudicada? Sabia que a memória pode ser rearmazenada de maneira ligeiramente diferente, que a memória não é idêntica aos fatos e toda vez que a reacessamos, ela fica um pouco diferente?
Diversos fatores podem contribuir para o enfraquecimento da memória e o aumento do esquecimento, incluindo, primeiro, envelhecimento. O declínio cognitivo relacionado à idade é um processo natural que afeta a memória, mas pode ser agravado por doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.
O estresse e a ansiedade. Altos níveis de cortisol, o hormônio do estresse, podem prejudicar a formação e a recuperação de memória. Ansiedade também pode levar a falta de atenção e concentração, dificultando a aquisição da memória, aquisição da informação e também até a consolidação de novas informações. Estresse e ansiedade realmente prejudicam a formação, a aquisição e formação de memórias.
A depressão pode afetar a motivação, o foco, a energia, interferindo na capacidade de aprender e lembrar. Olha que interessante, além de dificultar a aquisição, ela pode dificultar o acesso à memória e até mesmo modificar a memória que estava lá.
A pessoa que está depressiva, amargurada, com dor de cotovelo, vai ficar acessando a memória toda hora de algum fato, de algum evento e cada vez que lembra, é de uma maneira diferente, vai ficando a coisa sempre até pior e isso afeta não só de maneira afetiva.
Pessoas que estão com depressão, Burnout, têm muita dificuldade cognitiva, dificuldade no trabalho, não lembram das coisas, perdem o foco, ficam muito esquecidas.
Privação de sono. O sono é essencial para a consolidação da memória, logo a falta dele pode prejudicar a formação de novas memórias e a recuperação de informações já armazenadas. Isso vai tanto para a pessoa que dorme pouco voluntariamente ou dorme pouco por insônia, tem dificuldade para dormir ou acorda no meio da noite, ou aquelas que ainda ficam tendo um sono leve e ficam meio que acordando toda hora, não tendo sono profundo.
Doenças e condições médicas. Doenças como hipotiroidismo, diabetes, deficiência de vitaminas, especialmente a B12, e algumas infecções podem afetar a função cerebral e a memória. Então, diversas outras condições têm que ser investigadas quando um neurologista está fazendo a investigação da queixa de memória.
Lesões cerebrais, como traumatismo craniano, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), outras lesões no cérebro, tumores, podem causar perda de memória também.
Alguns medicamentos como benzodiazepínicos ou drogas Zs, que são tipo o zolpidem e família, medicamentos anti-histamínicos, têm efeitos colaterais que podem afetar a memória também.
O uso excessivo de álcool e drogas pode prejudicar a função cerebral e da memória, tanto no curto quanto no longo prazo. Todo mundo já ouviu falar da amnésia alcoólica, em que a pessoa que bebeu excessivamente em uma festa de casamento deu PT, perdendo a memória de um ‘pedação’ da festa ou de várias outras coisas.
Outra coisa também são dieta e estilo de vida, em que uma dieta pobre em nutrientes e um estilo de vida muito sedentário podem contribuir para o declínio cognitivo e a perda de memória a longo prazo.
É importante ressaltar que esquecimentos ocasionais são normais, mas se a perda de memória for frequente, interferir nas vidas diárias, a pessoa tem prejuízos concretos pela perda de memória, é fundamental procurar um médico para investigar as causas e iniciar um tratamento adequado.
Agora, vamos explicar os fatores que ajudam a proteger e manter a memória.
Exercícios físicos talvez estejam até acima dos exercícios cognitivos, porque têm muita evidência de como caminhadas, corridas, natação e ciclismo aumentam o fluxo sanguíneo do cérebro, fornecendo oxigênio, nutrientes essenciais para o bom funcionamento dos neurônios e formação de novas memórias, e também estimulam a produção do BDNF, que é uma substância, um produto que estimula o brotamento de novas conexões entre os neurônios.
A prática regular da atividade física tem se mostrado mais eficaz para a manutenção cognitiva global do que apenas exercícios cognitivos.
Agora, vamos dar dicas para como otimizar e melhorar a memória na prática, no dia a dia. A primeira etapa é identificar e tratar as causas do esquecimento. Lembre-se disso, só com dica não resolve problema não.
A pessoa tem que ter o diagnóstico, tem que tratar a causa, corrigir o problema na raiz. No entanto, pessoas esquecidas podem se beneficiar de diversas táticas para criar rotinas que auxiliem o cérebro:
Também tem sempre a questão da pessoa querer fazer a memória ficar super boa querendo usar substâncias milagrosas, fitoterápicos, plantas, remédios, todo mundo fica lembrando daquele filme em que o cara toma uma pílula e o cérebro fica fenomenal, o cara fica superinteligente, começa a ganhar dinheiro.
Não existe um medicamento ou produto universal para a memória. As intervenções são personalizadas de acordo com o diagnóstico da causa do problema de memória de cada paciente.
Por exemplo, antidepressivos específicos podem ser usados para tratar a depressão que está afetando a memória da pessoa e, assim, melhorar a memória. Enquanto, por exemplo, medicamentos para TDAH podem ajudar quem tem TDAH. Quem tem problemas com ansiedade, medicamentos para ansiedade. Quem tem problemas com má circulação cerebral, medicamentos para abrir a circulação cerebral, melhorar e assim por diante.
Então, tem que ter uma investigação de causa para dar um medicamento para aquele tipo de problema. É crucial consultar um médico antes de usar qualquer substância para querer melhorar a memória, pois o uso indevido pode trazer riscos e não garantir benefícios.
Igual teve aquela inundação, no início dos anos 2000, de pessoas querendo usar a ginkgo biloba para melhorar a memória e um monte de jovem usando não viu diferença nenhuma, porque, depois, nos estudos, viram que ajuda quem tem a microcirculação fechada, ou seja, em idosos que tenham a microcirculação fechada, ela abre essa microcirculação e, então, melhora a memória.
Todo mundo, às vezes, quer alguma substância, de preferência natural, para melhorar a memória, mas não é assim, o ideal é ver a causa, o problema.
Se você gostou deste conteúdo, escreva nos comentários o que achou sobre as dicas em relação à melhora da memória, o que fazer para proteger a memória. E lembre-se, compartilhe, pois conhecimento, quanto mais compartilhado, melhor para todos.