Desafio da Levodopa

O teste do desafio da Levodopa é um teste no qual o paciente parkinsoniano ficará sem nenhum agente dopaminérgico, na véspera da realização do exame. Ou seja, a partir das 18 horas do dia anterior, o paciente não tomará nenhuma levodopa, nenhum agonista dopaminérgico como pramipexol (Sifrol), ou rotigotina (Neupro), ou amantadina (Mantidan), ou rasagilina (Azilect) ou biperideno (Akineton). Isso é importante e permite ao paciente chegar no estado de off ou seja, ele estará no estado natural de sua doença, e nessa condição será realizados testes quantitativos da escala UPDRS parte 3, que são testes motores para quantificar os tremores, a rigidez, a instabilidade postural e o estado de lentidão no qual o paciente se encontra.

Após essa avaliação inicial será administrado uma dose de levodopa, numa quantidade maior do que a habitual que o paciente ingere pela manhã. Após a administração da levodopa, espera-se cerca de uma hora para que o medicamento faça efeito e quando o medicamento estiver no modo franco efeito, será realizado novo teste quantitativo do UPDRS III,considerando que o paciente tenha uma melhora de pelo menos 30% nos aspectos motores da doença de Parkinson.

Nesse meio tempo, terão também de ser avaliados aspectos psíquicos como ansiedade ou agonia, bem como outros aspectos como falta de ar, dor ou transpiração inclusive, se esses sintomas também melhoram com a administração da levodopa.

O teste leva cerca de 1 hora e 30 minutos para processar todas as análises e o resultado sai em seguida.

Para saber se o paciente teve êxito ou não na realização do teste desafio da Levodopa, o médico busca mensurar a melhora de pelo menos 30% no aspecto motor da escala o UPDRS III.

Realizado por Willian Rezende

Referências:

https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PII0140-6736(92)90658-P/fulltext

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6174366/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5966537/

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