História do Dr. Willian Rezende e da Dra. Keilla Mara

Olá, tudo bem? Sou o Willian Rezende do Carmo.

 Nasci em 1982, na cidade de Divinópolis,, região centro oeste de Minas Gerais. Então sou mineiro da gema. Filho de Vantuir P. do Carmo e Neuza M. Rezende do Carmo. Ambos vieram da zona rural de cidades próximas de Divinópolis. Minha mãe da Grota e meu pai do Buraco dos Pereiras. Meu pai trabalhou desde cedo coletando garrafas de vidro nos bares para serem reutilizadas. Mais tarde teve uma pequena empresa de coleta de papelão para reciclagem. Que acabou pegando fogo. Teve uma pequena fábrica de biquinis, que também não deu certo. Por último teve uma pequena fábrica de reprocessamento de plástico de aparas.

Por lá vivi e estudei até o meu segundo grau. E no terceiro ano do segundo grau estudei a noite para trabalhar durante o dia como operador de máquina de corte e solda.

Depois, como não passei no vestibular, fui para Belo Horizonte fazer cursinho e para me manter dava aulas particulares. Teve ano que fiquei só? o ano inteiro. Teve ano que passava o primeiro semestre em Divinópolis e depois ia para Belo Horizonte.

Após 3 anos de cursinho passei em Medicina na UFMG. Nesse ano acabei passando também UFJF, UFMT e UFES.

Optei por estudar na UFMG. Foram anos intensos. Fiz monitoria, extensão, iniciação científica, estágios e lecionava aulas particulares. Tudo que era possível para ter alguma bolsa e melhorar a minha formação.

Durante os primeiros anos da faculdade, quando participava do Diretório Acadêmico, ajudei a criar o evento que se chamou de semana de Neurociências da ICB (Instituto de Ciências Biológicas). Foi o primeiro evento, que levou a vários outros e hoje, faz parte do calendário oficial da instituição.

Naquela época eu tive como professora de neuroanatomia a Dra. Leonor Bezerra Guerra e o Dr. Márcio Flávio Dutra Moraes como professor de neurofisiologia. Ambos tiveram muita influência em minhas decisões futuras.

Por algum tempo fiquei muito focado na minha formação como médico generalista. Fiz um concorrido estágio de Toxicologia do Hospital João XXIII, onde conheci minha futura esposa, Keilla Mara de Freitas. Fiz estágio em cardiologia e hemodinâmica no hospital Madre Teresa. Fiz estágio de cirurgia geral e pequenos procedimentos, no centro de pequenas cirurgias da prefeitura de Belo Horizonte. Fiz estágio de urgência e emergência em unidade de Pronto atendimento da Prefeitura UPA.

No ciclo clínico o professor Dr. Francisco Eduardo Costa Cardoso, foi meu professor de neurologia, o professor Dr. Enio Roberto Pietra Pedroso foi o professor de clínica médica e o Dr. Hugo Alejandro Cano Prais foi professor de Psiquiatria. Todos me marcaram muito e me ajudaram a me definir quem eu sou.

Francisco Cardoso trouxe a beleza da neurologia como ciência, como exatidão, como arte do diagnóstico. Ênio Pietra trouxe a arte da medicina como um cuidado completo, amplo e humano do outro. Hugo Alejandro trouxe a psiquiatria como uma ciência e não apenas como uma psicologia plus.

Naquela época do final da faculdade, eu tinha muitas dúvidas. Eu gostava muito de clínica médica, adorava o seriado House e o Ênio Pietra era a minha inspiração. Mas eu também gostava muito da psiquiatria, gostava e valorizava o sofrimento psíquico dos pacientes. Mas ao mesmo tempo eu não gostava de como o clínico geral era desvalorizado, ao mesmo tempo, não gostava de como o psiquiatria ficava alheio à clínica médica e praticamente separada da medicina. E na psiquiatria, por sua vez, havia algumas patologias que eu considerava muito pesadas para conviver diariamente.

Então, diante de todos esses dilemas, tornou-se claro para mim o que eu queria! Uma especialidade com desafios diagnósticos, que mantivesse a clínica médica e que ainda pudesse manejar aspectos da psiquiatria de acordo com o meu interesse. Essa especialidade era a neurologia.

Me formei no meio do ano de 2009 e fui trabalhar no interior de Minas às margens do Rio São Francisco e justo na divisa de Minas com a Bahia. Compartilhando comigo essa alegria, meu pai também me disse que só aguardava eu me formar para que ele se aposentasse e que agora era comigo, a minha missão a partir daquele ponto seria a de ajudar o meu irmão mais novo.

 Na cidade de Matias Cardoso e Manga, uma de cada lado do velho Chico, aprendi a ser médico e a confiar em mim mesmo, eu tinha de contar somente comigo para lidar com as situações que se apresentavam à minha frente. Eram 3 médicos para 20 mil habitantes. Além de plantões em finais de semana no hospital regional de Janaúba. A cada 15 dias viajava 320 Km para assistir vídeo aulas do medcurso e estudar e me preparar para o vestibular da residência de neurologia, que é mais difícil que entrar em medicina na UFMG.

Justamente no ano em que realizei aquela prova, foi a primeira vez em que o estado resolveu unificar o exame. Com essa medida, várias pessoas de lugares diferentes do Brasil inteiro vieram à Minas Gerais, pois a data não coincidia com nenhuma outra. Eram cerca de 15 vagas para todo o estado de Minas Gerais. No total era 35 candidatos por vaga e a segunda maior média de nota do processo seletivo. Fiquei como quarto colocado, a UFMG tinha apenas 3 vagas. Por orientação de professores meus optei pela residência no hospital Felício Rocho. Lá eu fiz o primeiro e o segundo ano de residência. Como o hospital desistiu de ter residência MEC, por questões financeiras, fui alocado no Hospital Odilon Behrens, no qual terminei a residência.

Durante a residência, especialmente no final do primeiro ano e no início do segundo ano, sofri com muita dificuldade de executar tarefas, estava extremamente esquecido e no final das contas estava sendo um péssimo residente. Cheguei até assinar uma carta de notificação formal de inadequação e má execução dos serviços. Quando fui investigar porque estava assim, a neuropsicóloga me disse que eu estava deprimido. Na época eu não aceitei o diagnóstico. A psiquiatra também me disse o mesmo. Com muita relutância tomei os medicamentos apenas porque eu não queria mais errar e porque eu estava sofrendo muito com a residência. Para minha surpresa e de todos, acabei melhorando absurdamente. Voltei a ter uma performance adequada e com um gigantesco contraste de como eu era no início da residência.

Quando me formei na residência, cheguei a considerar a possibilidade de trabalhar em cidades do interior de Minas ou até mesmo em plantões em Belo Horizonte. Como BH tem muito poucos hospitais e a perspectiva de outros colegas meus na época era de continuar ainda trabalhando como clínicos, optei por me especializar ainda mais e achava que a realidade de trabalho de Belo Horizonte era limitada, resolvi arriscar em minha profissão me mudando para São Paulo, mesmo sem conhecer ninguém na área médica.

De início tudo estava extremamente difícil, pois não conseguia trabalho, não conseguia alugar um apartamento, morava de favor na casa do meu grande amigo Fernando Luis Fontes de Castro. Minha noiva estava em Minas Gerais, terminando a Residência de Infectologia. A proposta de fazer doutorado na USP não deu certo, pois me demandava cerca 60 horas por semana. Quando vi que estava voltando a ter sensações da época do início da residência, percebi rapidamente que deveria voltar a tomar antidepressivos. Com a retomada da medicação adequada consegui melhorar muito a minha performance e, assim, me desvencilhei de todos os problemas que me impediam de evoluir. Consegui diversos empregos. Eu não recusava nenhuma oportunidade, ainda que o local de trabalho fosse distante de minha casa e com salário insatisfatório.

Iniciei com trabalhos em ambulatórios da Amil, que eram desumanos com 5 pacientes por hora, depois agreguei à minha rotina visitas no hospital Vitória da Amil. Pouco tempo depois, acabei assumindo a coordenação da neurologia do hospital Vitória. Passado um curto período, assumi a coordenação da neurologia do hospital Santa Helena, que era o hospital da Unimed Paulistana.

No Hospital Vitória eu conheci o Sr. Domingos S., esse paciente veio até mim praticamente para cuidados paliativos. Já estava sem andar há muito tempo. Ele não falava de maneira que se fizesse entender. Extremamente frágil em vários aspectos. E certamente desacreditado por todos. Eu percebi que ele na verdade era um senhor mal cuidado, com várias patologias não diagnosticadas e não tratadas. E lá no hospital eu prometi à mim mesmo que aquele homem ficaria de pé e voltaria à andar. Foi a primeira vez em que fiz uma promessa desse tipo, mas eu estava confiante por que eu sabia que assim que eu tratasse o Parkinson e outras doenças e fizesse reabilitação ele conseguiria obter êxito no tratamento, solucionando aquele quadro debilitado. E assim foi… Com muito custo, ajustando um medicamento por vez, um problema por vez, uma vitamina por vez, fisioterapia diária… Seu Domingos voltou a andar, a torcer para o Corinthians, treinou para a dança e dançou em destaque no casamento da neta, viajou várias vezes, viu o Corinthians ganhar e foi no Itaquerão. Em suma viveu mais intensamente do que anos antes de se tratar.

Nesse interim, conheci o Dr. Roberto Carneiro, que se tornou meu grande amigo e um verdadeiro mentor da prática da neurologia. Me tornei médico assistente dele, trabalhamos juntos por um bom tempo e assim entrei no Hospital Alemão Osvaldo Cruz.

Por um desentendimento meu com a gerente da clínica na qual eu trabalhava, me vi obrigado a sair daquele lugar. Atravessei a rua e busquei uma sala para alugar. O Dr. José Antonio Pinto, que é um excelente otorrino e médico do sono, me recebeu de braços abertos e me concedeu um espaço para ser alugado na outra clínica. Contratei a minha ex-secretária a Susy Lemos da Penha para vir junto comigo. Assim, em Abril de 2015, iniciei o meu consultório particular. Não tinha quase nenhuma outra renda que não fosse o consultório, e no primeiro mês de trabalho eu mal consegui receber o suficiente para pagar o aluguel e a secretária.

Rapidamente, percebi que deveria atrair mais pacientes para o meu consultório para conseguir sobreviver. E assim foi que comecei a estudar sobre marketing médico e tive as minhas primeiras lições com a Márcia Wirth. Depois, outras pessoas surgiram em minha busca de aprendizado na área, até que conheci o Danillo de Paulo Correia Leite, que veio a se tornar um grande amigo e companheiro.

Desde o final de 2015 até 2016 fiquei investindo num grupo de investimento para vencer leilões de cargas apreendidas pela Receita Federal. O meu lucro era obtido na venda das mercadorias. Comecei investido pouco, tive ganhos. Investi mais e tive ganhos. E fui aumentando o valor investido. Até que um belo dia, recebi a proposta de um grande investimento. Coloquei todo o meu dinheiro naquele negócio e ainda me endividei por causa desse negócio. O que aconteceu foi que a mulher que organizava as negociações, pegou todo o dinheiro e saiu do Brasil. Sumiu e ficou incomunicável. Perdi mais de 1 milhão de reais e fiquei devendo cerca de R$300,000.00. Depois aprendi que isso chama-se esquema Ponzi e que golpes similares continuam a acontecer até hoje no mundo em diversas formas.

No início de 2017, os juros e as parcelas das dívidas eram maiores do que eu dava conta de pagar. Eu não tinha mais nenhum investimento, nenhum dinheiro em conta. Tive que vender o meu carro para pagar uma parte maior das dívidas e pelo menos conseguir pagar os juros. Tinha saúde e o propósito de não desistir e ficar derrotado. Fui trabalhar de bicicleta para não gastar com Uber. Comprei comida para cozinhar em casa e levar marmita e por vários meses utilizei a mesma estratégia de economizar. Ficava em casa todos os dias para não ter de gastar. Graças a Deus tive todo apoio da minha esposa e juntos encaramos essa barra.

Me organizei financeiramente para pagar os compromissos de juros maiores, e os menores sequencialmente. Em setembro de 2017, finalmente conclui o pagamento de minhas dívidas. Nesse momento comecei a arquitetar o meu projeto de ter a minha própria clínica.

Convidei colegas que já estavam atendendo comigo na clínica do Dr. José António, para se juntarem à mim nessa empreitada. Chamei outros médicos. Apresentei uma proposta bem concreta e certa. Com muitos desafios iniciamos nossas atividades na nova clínica em 15 de fevereiro de 2018. Mesmo que ainda tivesse lonas de plástico cobrindo as áreas ainda à serem reformadas.

Inauguramos a clínica que não tinha nome e nem logotipo. Em um processo criativo coletivo definimos o nome da clínica e o logo surgiu dessa reunião de cérebros conectados.. A Clínica Regenerati cresce cada vez mais. O meu irmão Vantuir Rezende do Carmo veio me ajudar na administração da clínica e outros profissionais juntaram-se ao nosso time com o objetivo de promover o crescimento do nome da Clínica, além de oferecer serviços de atendimento diferenciados aos nossos clientes. Hoje, eu minha equipe atendemos no hospital BP, no BP Mirante, no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e no Sírio Libanês.

E no dia 04/10/18 tive a maior bênção de todas. O nascimento do meu filho, Erick. (ERA A VIDA ME PRESENTEANDO, MAIS UMA VEZ)

Olá meu nome é Keilla Mara Freitas do Carmo

Sou nascida em 1982 e filha de Maria do Carmo e Sigefredo Alves de Freitas nasci em Belo Horizonte, Minas Gerais mas cresci e vive em Contagem, cidade da grande BH.

Nasci de família simples meu pai era operário da rede ferroviária e minha mãe costureira que vendia as roupas na feira hippie de Belo Horizonte. Tenho um irmão chamado Anderson, ele é quatro anos mais velho que eu e ele possui autismo. Então. desde muito cedo, sempre aprendi a ter responsabilidade como fazer meu dever de casa, ajudar nas tarefas de casa e a ajudar a cuidar do meu irmão. O sonho do meu pai sempre foi estudar, mas quando ele teve dois filhos desejou que os filhos tivessem uma história diferente, o meu pai sempre se esforçou dentre as condições financeiras que possuía, e nunca parou para que eu pudesse estudar em um colégio particular simples da minha cidade e ter uma formação de qualidade. A vida era dura mas sempre estávamos juntos e vencendo os pequenos desafios do dia a dia, como uma família onde cada um tinha sua tarefa.

Na adolescência acabei entrando em contato com o movimento estudantil secundarista aonde tinha contato com movimentos sociais e atividades relacionadas à discussão da educação e na política as quais me deram a oportunidade de estudar medicina em Cuba, com bolsa completa de estudos fornecida pelo governo cubano.

Em Cuba pude conhecer muitas realidades. Vi um povo que é sofrido mas que se preocupa realmente com a saúde básica de todos. Vi a fome, mas também ví a solidariedade. Conheci países da África e do Caribe através do movimento estudantil. Tive contato com professores renomados na área de infectologia. Conheci o que é uma medicina social. E mesmo com muita dificuldade e sacrifícios, voltei ao Brasil apenas 3 vezes em 7 anos para ver minha família e eles não puderam ir nenhuma vez para lá, me formei em medicina e com todas as privações, meus pais conseguiram juntar um pouco de dinheiro para poder me ajudar na revalidação. Foi uma formatura solitária, ninguém para me abraçar ou me felicitar. Mas sabia que era para um bem maior, quando eu voltasse para o Brasil minha família estaria lá.

Em 2007, ano que voltei, encarei a dura realidade de quem se forma fora do país. O fato de estar capacitada e não poder exercer a profissão onde nasceu. Eu sabia que seria assim, mas não imaginava o que eu iria passar. Comecei a achar que ninguém me queria aqui e que eu era uma persona non grata, cheguei a pensar em me mudar para outro país onde eu pudesse trabalhar como médica. Os problemas eram muitos… Processos de revalidação confusos. Custos extremamente caros para minha realidade. Cursinhos preparatórios mais caros ainda. Nenhuma forma de conseguir dinheiro que me permitisse estudar. As coisas começaram a melhorar quando consegui um estágio na toxicologia no hospital João XXIII. Minha tia que trabalha lá há muitos anos, como técnica de enfermagem, me ajudou e conseguir um estágio, onde, pela primeira vez. me senti acolhida verdadeiramente. Em especial pelo meu amigo Rodrigo, que na época era estudante, me ajudou muito a aprender urgência médica e toxicologia. Lá aprendi a ser médica no Brasil e vi os vários detalhes que fazem toda a diferença e me vi entre pares. Lá conheci o meu futuro esposo o Willian Rezende, que na época era apenas um estudante passando pelo estágio.

As coisas começaram a mudar: o Willian me apresentou à todo um mundo na UFMG. Voltei à estudar. Como estudante, consegui estágios remunerados. Com os estágios remunerados eu tinha dinheiro e tempo para estudar. Eu e o Willian nos matriculamos no medcurso e conseguimos estudar juntos, com o apoio mútuo, configurou-se o cenário, ele estudando para a residência e eu para a revalidação.

No meio do ano de 2009, o Willian se formou e foi trabalhar no norte de Minas e eu fiz matérias de complementação como uma tentativa de obter a revalidação de meu diploma. Foi um período muito pesado novamente. Fiquei sozinha na cidade de Tubarão. O namoro terminou. A complementação que foi cara não parecia que daria certo. Eu não sei como tirei forças de dentro de mim, o fato é que consegui juntar todas as minhas energias para me focar na prova de revalidação da UFMT. E lá passei na prova de revalidação! Alegria, alegria, muita alegria. Essa foi a minha verdadeira formatura! Agora sim pude comemorar a minha conquista com a minha família e meus amigos.

Voltei para Minas e comecei a trabalhar. De início um medinho porque agora eu era responsável pelo meu CRM que tanto batalhei para ter e não queria fazer nada para perdê-lo. Novamente, o Rodrigo me ajudou muito e deu alguns plantões comigo para me sentir confiante e me ajudar a perder o medo.

Em 2010, o Willian tinha passado em neurologia e tinha voltado para Belo Horizonte e me procurou e nós reatamos o namoro e para nunca mais nos separarmos. Trabalhei no Programa de Saúde da Família de Contagem, fazia academia e medcurso. Foi uma época boa. Assim me preparei para a prova de residência e passei na UFMG para infectologia.

Foram 3 anos de residência, morando na moradia estudantil da UFMG, dando vários plantões pela cidade. Com muitos sonhos pela frente. Quando estava no último ano de residência o Willian se mudou para São Paulo para estudar e trabalhar. Eu só iria mais tarde, mas nos encontrávamos todos os finais de semana. Eu ia em um, e no outro ele vinha me ver.

Em 2013, fiz o final da minha residência com estágio na USP e lá conheci a Dra. Tania no INCOR. Me apaixonei com o carinho e conhecimento dela e decidi fazer infectologia hospitalar.

O ano de 2014 foi muito bom em muitos aspectos. Passei na prova da USP para complementação em infectologia hospitalar, me casei e ganhei minha cachorrinha, a Frigga! Ai meu Deus, como era gostosa aquela bolinha douradinha. Foi um ano de passeios, viagens, estudo e muitas coisas boas.

Depois comecei a trabalhar com o que consegui aqui em São Paulo e aos poucos consegui ter alguma melhora nos locais de trabalho. Tudo parecia que ia bem até que surgiu o golpe e ficamos quebrados. Foi um período extremamente difícil. Eu ficava muito mal, o Willian estava arrasado. Ele precisa de toda força que eu pudesse dar. Mesmo sem saber de onde eu tirava forças para me por de pé e ajudá-lo a se manter de pé e assim trabalharmos e fazer o possível para passar por aquele período.

Para piorar toda situação fui demitida da Amil porque eu ajudava os pacientes e solicitava mais exames do que eles limitavam para minha especialidade. Mas eu não me limitava por isso, fazia o que eu achava correto para o paciente. Quando tudo parecia sem solução a Dra. Tania Strabelli me convidou para entrar na equipe dela no Sírio Libanês. Foi um luz no fim do túnel. Comecei a trabalhar com todo meu empenho e dedicação e ganhei como colega de equipe o Dr. Ralcyon Teixeira. Uma grata surpresa e um grande companheiro de jornada. Algum tempo depois também fui convidada para entrar na equipe do Dr. Davi Uip. Nossa! Que emoção! Me senti reconhecida e muito honrada de poder participar de uma equipe de tamanho prestígio no país.

Nessa época tínhamos acabado de terminar de pagar nossos débitos e já estávamos planejando nossos próximos sonhos: A nossa clínica e nosso filho.

A clínica foi gestada e construída praticamente junto da minha gravidez. Foram momentos de muita alegria e esperança num futuro melhor. Apesar de todas as dificuldades da gestação, que foi com muitas tonturas, enjoos, queda de pressão, juntamente com todos os elementos de uma clínica recém inaugurada. 2018 foi um ano vertiginoso em vários aspectos. Mas maravilhoso ao mesmo tempo. E assim no dia 04 de Outubro de 2018 chegou ao mundo esse ser maravilhoso que é o meu filho, o Erick Magnus. Assim a história continua.

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