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H1N1 - Influenza: Tudo o que Você Precisa Saber - Influenza não é nada mais do que a chamada gripe. Existem dois tipos de vírus Influenza, o tipo A e o tipo B. O H1N1 é do grupo Influenza A....

H1N1 – Influenza: Tudo o que Você Precisa Saber – Influenza não é nada mais do que a chamada gripe.
Existem dois tipos de vírus Influenza, o tipo A e o tipo B. O H1N1 é do grupo Influenza A.
Apesar de todas as linhagens circularem, variando sua incidência a cada ano, é o H1N1 que causa maiores complicações nos grupos de risco.
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A influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do País.
Neste ano de 2017
O H1N1 cursa com um quadro febril (temperatura axilar acima de 38,7 graus), geralmente maior que 39 graus, constante, de inicio súbito associado a bastante cansaço, dor no corpo e tosse seca intensa.
Sintomas gerais:
Sintomas menos frequentes que também podem estar presentes.
A evolução natural do H1N1 é febre alta constante até o 3º dia quando começa a abaixar a partir do 3º-4º dia e no 6º dia já termina.
Tosse seca e cansaço podem ainda prevalecer por mais algumas semanas sem que isso configure qualquer complicação.
O vírus é transmitido por gotículas respiratórias que entram no corpo penetrando nas mucosas de olhos, nariz ou boca.
Isso pode acontecer de duas formas: por transmissão direta pessoa a pessoa ou indireta pelas mãos ou produtos contaminados.
As gotículas respiratórias são partículas muito pequeninas que medem menos que 5 μm (não podem ser vistas a olho nu) e saem do corpo do doente a través de tosse, espirro ou fala.
Quando o doente fala, as gotículas podem chegar até um metro de distancia, já quando espirra, elas podem chegar até 2 metros.

Quando a pessoa tosse cobrindo a boca com as mãos, ou passa as mãos na boca, estas gotículas ficam nas mãos dos doentes e passam para objetos e superfícies quando o doente os toca com as mãos sujas.
As gotículas podem ficar viáveis (capazes de infectar) nestas superfícies ou objetos por até 72 horas.
Nesse período, qualquer pessoa que tenha contato irá se contaminar com o Vírus, mesmo que o doente já não esteja mais ali.
O tempo de transmissão varia de acordo a idade e imunidade da pessoa.
Crianças começam a transmitir o vírus 24 horas antes de apresentar qualquer sintoma, e até 2 semanas após a última febre.
Já adultos, começam a transmitir cerca de 12 a 24 horas antes dos sintomas até 5 a 7 dias após a última febre.
Pessoas com imunidade baixa podem transmitir ainda por mais tempo.
Grupo de risco são pessoas que possuem maior chance de evoluir com complicações caso tenham o H1N1.
O tratamento especifico com Tamiflu (Oseltamivir) é indicado apenas para estas pessoas.
Os grupos de risco são:
– Doenças do pulmão (incluindo asma);
– Pacientes com tuberculose de todas as formas;
– Doenças Cardiovasculares (excluindo hipertensão arterial sistêmica);
– Doenças crônicas do rim como insuficiência renal;
– Doenças do fígado como hepatites crônicas ou cirrose de qualquer causa;
– Doenças do sangue como anemia falciforme;
– Distúrbios metabólicos como a diabetes mellitus, mesmo os bem controlados;
– Doenças neurológicas como Portadores de Esclerose Múltipla, disfunção cognitiva, lesão medular, epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, acidente vascular encefálico (derrame) entre outras;
– Pacientes com imunidade baixa como: imunodeficiência primaria, Imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias, portadores de HIV, mesmo os que seguem o tratamento adequadamente;
– Obesos (especialmente aqueles com Índice de Massa Corporal – IMC ≥ 40 em adultos).
Caso a pessoa doente seja do grupo de risco, ela deve procurar o médico tão logo comecem os sintomas sugestivos.
A eficácia do tratamento específico com Tamiflu (Oseltamivir) é maior quanto mais cedo começar e praticamente não tem benefícios se iniciado 48 horas após o inicio dos sintomas.
A complicação mais frequente para pessoas que não fazem parte do grupo de risco, são as infecções bacterianas, por isso estas pessoas devem procurar o atendimento caso a evolução da doença fuja do padrão, por exemplo:
Todas os doentes devem procurar atendimento o mais rápido possível em caso do aparecimento de sinais de alarme que são:
Apesar da Síndrome respiratória aguda grave (SRAG), quadro que leva a insuficiência respiratória, ser a complicação mais temida, não é a mais frequente. As complicações do H1N1 são:
Como a maioria das pessoas que não fazem parte do grupo de risco, o H1N1 passa como qualquer outra gripe.
O tratamento específico está indicado apenas para as pessoas pertencentes aos grupos de risco.
O tratamento especifico quando indicado é realizado com o Tamiflu (Oseltamivir) que vem em forma de cápsulas. o Tratamento dura 5 dias.
A dose varia de acordo com a idade e deve ser ajustada em pacientes com insuficiência renal.
Existe também o Zanamivir que é inalado. Usado apenas em situações onde o Tamiflu não pode ser usado (por exemplo, em casos de alergia) e tem uma serie de restrições ao uso (por exemplo, não pode ser usado em crianças menores de 5 anos de idade).
O Tamiflu pode ser usado por recém nascidos, gestantes, idosos, etc.
A Quimioprofilaxia é uma prevenção que realizamos para evitar que uma pessoa fique doente.
No caso do Vírus Influenza (H1N1 entre outros), realizamos a profilaxia com o mesmo remédio que usamos para o tratamento. Mas não são todas as pessoas que possuem esta indicação.
A Profilaxia está indicada apenas para pessoas que pertencem aos grupos de risco para complicações.
Veja as condições para a realização da profilaxia:
– Pessoas que não vacinaram contra a gripe este ano ou vacinaram há menos de 15 dias;
– Aqueles que tiveram contato com pessoa com infecção suspeita ou confirmada pelo Vírus Influenza;
– A última exposição deve ter ocorrido nas últimas 48 horas (exposições há mais tempo não têm benefícios com a profilaxia).
Fonte:
Autor: Keilla Mara