Termografia no Diagnóstico da Dor Neuropática

Avaliação Térmica Cutânea em Contextos de Dor Neuropática

A dor neuropática é uma condição complexa, geralmente associada a alterações no sistema nervoso periférico ou central, podendo apresentar sintomas como dor em queimação, formigamento, hipersensibilidade e alterações sensoriais.

Seu diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na avaliação médica detalhada, incluindo histórico do paciente, exame físico e, quando necessário, exames complementares específicos.
A avaliação térmica cutânea por sensores infravermelhos permite a mensuração da temperatura da pele de forma não invasiva e sem contato, possibilitando a observação de variações térmicas vasomotoras.

Em algumas condições clínicas, podem ocorrer alterações fisiológicas relacionadas à microcirculação e à atividade autonômica, que se refletem em padrões térmicos cutâneos.
Nesse contexto, a avaliação térmica pode ser utilizada como recurso complementar, fornecendo dados fisiológicos adicionais que podem ser considerados dentro da avaliação global do paciente.
Importante destacar que:

• não se trata de exame diagnóstico isolado;
• não substitui a avaliação médica ou exames tradicionais;
• não é utilizada como critério único para definição de diagnóstico ou conduta clínica;
A dor neuropática pode estar associada a diferentes condições clínicas, como:
• neuropatia diabética;
• neuralgia do trigêmeo;
• neuralgia pós-herpética;
• dor pós-AVC;
• lesões da medula espinhal;
• síndrome dolorosa regional complexa;
• compressões nervosas (como síndrome do túnel do carpo);

A identificação e o manejo dessas condições dependem de avaliação médica especializada, sendo a utilização de recursos complementares sempre integrada à análise clínica global do paciente.
A utilização de recursos complementares deve sempre respeitar os limites técnicos e éticos, sendo integrada à análise clínica realizada por médico.

Fontes